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PM de Cabo Verde diz que entrada da Icelandair na SATA valoriza negócio com TACV

A privatização da companhia aérea cabo-verdiana TACV, que acumula um passivo de mais de 100 milhões de euros, prevê a venda total da empresa, reservando 51% do capital para um parceiro estratégico, 39% das ações para investidores institucionais e 10% para emigrantes e trabalhadores. 

O primeiro-ministro de Cabo Verde considerou hoje que a entrada da Icelandair no capital da SATA complementa e valoriza o eventual negócio entre a empresa islandesa e a companhia aérea pública cabo-verdiana.

A SATA, companhia aérea dos Açores, anunciou hoje que a Loftleiðir-Icelandic ehf., empresa do Grupo Icelandair, ficou pré-qualificada como único potencial comprador na primeira fase do processo de negociação particular relativo à alienação de 49% do capital social da Azores Airlines.

O grupo Icelandair tem um contrato de gestão de um ano para a reestruturação da companhia pública de aviação cabo-verdiana (TACV), decorrendo também um processo de negociação para que seja o principal parceiro na privatização de 51% do capital da empresa.

Para Ulisses Correia e Silva, o negócio da Icelandair com a SATA “não afeta absolutamente nada” a estratégia de negociação de Cabo Verde com o grupo islandês, que está a gerir a companhia e a estruturar o “hub” aéreo do Sal.

“A SATA atua dentro de um determinado domínio territorial e tem a sua estratégia. Acho até que se complementam muito bem. Fazemos parte da Macaronésia e queremos que, entre Canárias, Açores e Madeira, haja muita complementaridade de mercados”, nomeadamente do aéreo, disse Ulisses Correia e Silva

“Não estamos a falar em qualquer ação que possa diminuir o conceito de “hub” em Cabo Verde. Temos a nossa estratégia, assim como a SATA e os Açores terão a sua”, reforçou.

O primeiro-ministro, que falava aos jornalistas na cidade da Praia à margem da inauguração do espaço de exposição da Atlantic Music Expo, disse que Cabo Verde admitiu não ter tido conhecimento prévio da negociação com a SATA.

“A Icelandair é uma entidade autónoma de um país soberano, a SATA também. Há um processo concorrencial de privatizações, a Icelaindair entra para participar, o que acaba por aumentar o valor da parceria que estamos a criar em Cabo Verde. Havendo interesse dos Açores neste mesmo parceiro significa que escolhemos um bom parceiro”, disse Ulisses Correia e Silva.

O chefe de Governo disse ainda que o processo de negociação com a Icelandair para a compra de 51% do capital da TACV ainda decorre.

A privatização da companhia aérea cabo-verdiana TACV, que acumula um passivo de mais de 100 milhões de euros, prevê a venda total da empresa, reservando 51% do capital para um parceiro estratégico, 39% das ações para investidores institucionais e 10% para emigrantes e trabalhadores.

LUSA

 

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