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PR da Guiné-Bissau confirma Aristides Gomes como novo primeiro-ministro

José Mário Vaz falava aos jornalistas no aeroporto de Bissau, à chegada ao país, vindo de Lomé, Togo, onde participou numa cimeira extraordinária da Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO)

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, confirmou este sábado que vai dar posse na segunda-feira a Aristides Gomes como primeiro-ministro.

“A fim de evitar mais problemas para o país nos próximos tempos, podemos dizer que o próximo primeiro-ministro será Aristides Gomes”, disse o líder guineense.

José Mário Vaz falava aos jornalistas no aeroporto de Bissau, à chegada ao país, vindo de Lomé, Togo, onde participou numa cimeira extraordinária da Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO).

Segundo o chefe de Estado, Aristides Gomes vai ser nomeado na segunda-feira e, no mesmo dia, publicará o decreto presidencial para marcar as eleições legislativas para 18 de novembro próximo.

O Presidente guineense explicou que o nome de Aristides Gomes foi proposto pelo Partido da Renovação Social (PRS), numa lista com mais duas outras figuras, Martinho Ndafa Cabi, antigo chefe do Governo, e Artur Silva, atual primeiro-ministro, tendo sido retido o de Gomes.

O Presidente guineense frisou que o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das últimas eleições legislativas, mas em desavenças com o chefe do Estado há mais de dois anos, concordou com o nome de Aristides Gomes para primeiro-ministro.

José Mário Vaz adiantou que vai assumir as suas responsabilidades e já na segunda-feira demitirá o atual primeiro-ministro, Artur Silva, a quem agradece o trabalho feito, nomeará Aristides Gomes e no mesmo dia anunciará a data das eleições legislativas.

“As pessoas só acreditarão quando começarmos a pôr em prática todos os compromissos assumidos em Lomé”, observou o Presidente guineense que pede aos cidadãos para que assumam as diretrizes saídas da cimeira da CEDEAO.

Apenas faltará que o Parlamento, bloqueado há mais de dois anos devido às divergências entre partidos, seja reaberto, notou José Mário Vaz.

“Não temos outra alternativa, não temos outro caminho. É aceitar, arregaçar as mangas e mãos à obra”, vincou o Presidente guineense que acredita ter sido virada hoje uma página na história do país.

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