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Sal: Peixeiras de Santa Maria dizem-se discriminadas e reclamam mais atenção das autoridades

As peixeiras reclamam que as promessas de oferecimento de melhores condições de trabalho, como tendas para amparar o Sol, urinol ou sentina “não passam de verbo”.

As peixeiras de Santa Maria, no Sal, que ganham a vida no Pontão, uma das atracções turísticas desta cidade, dizem-se discriminadas em relação às colegas dos Espargos e reclamam das autoridades melhores condições de trabalho.

O desabafo foi feito esta quinta-feira durante uma reportagem da Inforpress no Pontão de Santa Maria, no meio da habitual lufa-lufa das peixeiras e outros obreiros que se concentram nesse local, à mistura com os turistas que o visitam diariamente para sessões de foto, filmagens e um “dedo de conversa” com as pessoas.

Em representação das peixeiras, Indira da Costa, conta os problemas por que passam, que vão desde a falta de malas térmicas para a conservação do pescado, a lugar para fazerem as suas necessidades fisiológicas, obrigando-lhes, na hora de apertos, a se refugiarem por debaixo da ponte para se aliviarem…, disse.

“Os turistas já nos tiraram fotos a fazer as nossas necessidades. Se calhar acham engraçado…”, disse e entrevistada da Inforpress, não muito animada com a situação.

“Somos discriminadas. Ofereceram malas térmicas às peixeiras da Palmeira e dos Espargos, mas a nós não. Também tivemos conhecimento que lhes foram atribuídos vinte mil escudos em dinheiro… e nós aqui em Santa Maria não nos deram nada”, desabafou.

Por outro lado, cientes da proibição da venda de peixe nas ruas, mormente na cidade turística, “ignoradas” pelas autoridades, conforme dizem, criticam, por isso, a perseguição dos fiscais de que são alvo.

“Alguns fiscais prometem-nos até bater. Se não sairmos para vender, o peixe estraga-se todo porque não temos como conservá-lo. São tantas as exigências, no entanto não criam condições. Vivemos uma afronta. Os postes de electricidade aqui no Pontão estão a dar choque. Ainda hoje de manhã dois cães morreram electrocutados. E se fosse uma criança ou um turista”, alertou.

Segundo Indira, as promessas, nomeadamente de oferecimento de tendas para amparar o Sol, urinol, sentina, “seja lá o que for”, criação de condições, “não passam de verbo…”.

“Pedimos e pedimos, mas aqui no Pontão, tido como ponto turístico, nada se resolve. A venda de peixe, esse movimento todo… atrai os turistas. Porque é que as autoridades, tanto o Governo como a câmara não criam condições para o desenvolvimento de um melhor turismo, lembrando-se também das peixeiras como parte desse progresso”, enfatizou.

Inforpress

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