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Boa Vista acolhe 2ª Bienal de Arte infantil de Cabo Verde

Este evento reúne o trabalho de jovens talentos de várias ilhas do arquipélago, além de convidados oriundos de Portugal, Itália e China.

A ilha da Boa Vista é palco da 2ª Bienal de Arte Infantil de Cabo Verde, entre 2 e 8 de Abril. Este evento, que tem como tema Infância invisível, reúne o trabalho de jovens talentos de várias ilhas do arquipélago, além de convidados oriundos de Portugal, Itália e China.

A utilização de estratégias sócio-artísticas, a partir de um ponto de vista multidisciplinar, é o que a 2º Bienal de Arte Infantil de Cabo Verde pretende implementar e experimentar, com o mote desenvolvimento sustentável de contextos territoriais e urbanos, através da utilização de dinâmicas artísticas informais, flexíveis e participativas na comunidade.

A inciativa parte da HI Foundation, entidade que promove actividades de carácter cultural, educativo e social nos domínios da arte e do empreendedorismo social, até então quase inexistentes na ilha e constitui-se assim uma agente definitiva para a inclusão social e para atenuação de tensões sociais e culturais.

Segundo a organização, “é imperativo afirmar o posicionamento cultural de Cabo Verde, através das artes visuais, e promover a dinâmica e a intervenção artística/urbanística de geo-referenciação da ilha de Boa Vista”. Neste sentido pretende-se que esta acção desperte a atenção do público e gere discussão sobre a existência de “zonas negras” em Cabo Verde e expondo a sua existência.

Para o Fundador da HI Foundation, Hugo Israel, “A arte é uma ferramenta, convite a uma conversa, um diálogo que tem como ponto de partida um sentimento uma intenção. A comunidade está à espera deste estímulo.”

Neste contexto, o conceito de “Arte Infantil” difundido pela Hl Foundation apresenta-se como uma base facilitadora à desconstrução de estigmas ou fronteiras físicas e emocionais, bem como uma plataforma de promoção da arte e da cultura como expressão de cidadania.

A Bienal decorre em vários espaços, num formato multidisciplinar que tem como o 1º passo a pintura, escultura e fotografia – de forma a possibilitar ao público a avaliação das obras de conceitos e técnicas diferentes entre si e o convívio entre percepções e formas das artes plásticas.

“A Bienal constitui-se um marco cultural no contexto artístico da Ilha de Boa Vista não só pelo acervo apresentado, mas pela originalidade e pelo amplo campo de atuação do mundo contemporâneo”, acrescenta o mentor do projecto Hugo Israel.

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