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Líbia: UE nega existência de mercados de migrantes escravos

Autoridades abriram um inquérito, que ainda não comprovou a existência de mercado escravo no território líbio.  

A União Europeia (UE) diz não haver nada que comprove a existência de mercados de tráfico de migrantes como escravos na Líbia.

A declaração foi feita pela embaixadora da UE na Líbia, Bettina Muscheidt, que apelou à comunidade internacional para ajudar este país, por todos os meios, a recuperar as suas forças e garantir a segurança nas suas fronteiras a fim de lutar, eficazmente, contra a emigração clandestina.

Em Setembro último, uma reportagem da cadeia de televisão norte-americana CNN difundiu um vídeo mostrando uma venda em leilão de migrantes como escravos, imagens desmentidas pelas autoridades líbias, que, de imediato, abriram um inquérito que ainda não comprovou a existência dum tal mercado no seu território.

Sobre a questão da operação marítima da UE ao largo da Líbia, denominada “Sofia”, Bettina Muscheidt declarou que os navios da operação repatriaram 20 mil emigrantes ilegais.

Os resultados da Operação “Sofia”  mostraram uma diminuição de 50 por cento da migração ilegal no Mediterrâneo, ou seja: a baixa do número de pessoas falecidas no ano de 2017 quando tentavam atravessar o Mediterrâneo rumo à Europa.

Por sua vez, o comandante da Operação “Sofia”, o almirante Enrico Crindendino, afirmou que a UE tenta alargar a formação dos agentes da Guarda Costeira líbia, a fim de os ajudar a fazerem face aos fluxos migratórios clandestinos em direcção à Itália.

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