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FrutiFogo vai beneficiar 150 famílias de São Filipe

Avaliado em cinco mil contos, o projecto conta com o apoio da Cooperação Luxemburguesa.

O projecto “FrutiFogo”, que está a ser implementado no concelho de São Filipe, na ilha do Fogo, vai beneficiar directamente cerca de 150 famílias vulneráveis, que passam a poder gerar os seus próprios rendimentos. Avaliado em cinco mil contos, o projecto conta com o apoio da Cooperação Luxemburguesa.

O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Jorge Nogueira, assegura que o projecto-piloto “FrutiFogo”, que está a ser implementado no perímetro agrícola de Genebra, no âmbito do Programa Plataforma para Desenvolvimento Local, financiado pela Cooperação Luxemburguesa vai beneficiar 10 famílias nesta primeira fase. Mas acrescenta que a meta é abranger cerca 150 famílias, a curto prazo, com a extensão do projecto a outras zonas.

Conforme Nogueira, em Genebra, vão ser introduzidas cerca de 2160 plantas fruteiras, de diversas espécies, numa área de três hectares de terreno. “Queremos produzir em grande escala para poder abastecer o mercado nacional. Para este ano vamos produzir cerca de 100 mil plantas no concelho. E quando isso começar a dar frutos o mercado do Fogo não conseguirá absorver toda a produção. Portanto, por este motivo, temos que pensar desde já na transformação e exportação destes produtos”.

Para o sucesso do projecto, aquele autarca adianta que já se está a trabalhar, em articulação com os operadores privados, no sentido de se criar uma central de compras para a distribuição dos produtos. “Saindo certificados, os produtos terão o mercado fora da ilha. Também já há um entendimento com os meus colegas dos Mosteiros e de Santa Catarina no sentido de, juntos, reforçarmos a aposta na plantação de fruteiras para garantir uma produção em grande escala”.

Jorge Nogueira adianta que nesta fase inicial o processo vai ser gerida numa parceria pública/privado. “O poder público vai entrar nessa parceria até que se estabeleça mais centrais de compras e a partir dali a concorrência e o mercado vai determinar o preço da compra”.

DESAFIO

Jorge Nogueira adianta que o problema de falta de água na região está com os dias contados. “No passado investiu-se cerca de 600 mil contos no projecto de mobilização da água, através de painéis solares e construção de um centro pós colheita, mas isso não chegou a funcionar por causa de erros colossais. A empresa que executou a obra já foi notificada e, recentemente, esteve na ilha e se dispôs a fazer os reparos necessários. Neste momento, os quatro furos estão reabilitados e vamos ter aqui uma produção diária de cerca de 640 metros cúbicos de água, que vai ser disponibilizado para a prática de fruticultura e horticultura atreves do sistema de rega gota a gota no perímetro agrícola de Genebra e arredores”.

Jorge Nogueira assegura que, com a reparação dos painéis, haverá uma redução da tarifa de água para rega, uma vez que o alto preço praticado actualmente tem deve-se ao custo da bombagem.

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