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China trabalha com o Vaticano para melhorar relações

Pequim e a Santa Sé romperam os laços diplomáticos em 1951, depois do Papa Pio XII excomungar os bispos designados pelo regime comunista chinês.

13A China revela que está a trabalhar com o Vaticano para melhorar as relações bilaterais, numa altura em que ambos os Estados estão prestes a assinar um acordo sobre a nomeação dos bispos.

“A nossa posição é clara: estamos contentes por trabalhar com o Vaticano para melhorar as relações”, revelou o porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Lu Kang.

Uma delegação de académicos chineses participa, desde segunda-feira, 12, até esta terça-feira, 13, no Vaticano, numa conferência contra o tráfico de órgãos.

Sem avançar mais detalhes, Lu assegurou que Pequim está a tentar desenvolver as relações com a Santa Sé, não só naquela área.

Pequim e a Santa Sé romperam os laços diplomáticos em 1951, depois de o Papa Pio XII excomungar os bispos designados pelo regime comunista chinês.

Os católicos do país dividiram-se, então, entre duas igrejas: a Associação Católica Patriótica Chinesa (ACPC), aprovada por Pequim, e a clandestina, que continuou fiel ao Vaticano.

O especialista nas relações entre Pequim e a Santa Sé, Francesco Sisci, disse semana à agência Lusa que a China e o Vaticano estão prestes a assinar um primeiro acordo.

Num outro sinal de aproximação, a Igreja Católica e os comunistas chineses concordaram trocar várias obras de arte para a realização de duas exposições simultâneas, a partir deste mês, na Cidade Proibida de Pequim, e no Museu do Vaticano.

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