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Quarto avião deve chegar em Junho: Binter às voltas com a carga

Raul Zapico, director-geral da Binter CV, revela que a empresa já começou a “equilibrar” as contas e a ver “a luz ao fundo do túnel”

A Binter Cabo Verde está a estudar a possibilidade de mudar a configuração dos seus aviões para poder transportar mais carga e fazer face à demanda de algumas rotas como Praia-Sal e Praia-São Vicente. Este é um dos projectos para 2018, a par da entrada de um quarto avião já em Junho próximo. Antes disso, a 19 de Março a companhia conta começar a voar para Dakar, no Senegal.

Depois de já ter investido 12 milhões de euros em quatro anos do projecto de instalação em Cabo Verde, Raul Zapico, director-geral da Binter CV, revela que a empresa já começou a “equilibrar” as contas e a ver “a luz ao fundo do túnel”. Por isso mesmo, entre os seus planos de expansão, consta a vinda de um quarto avião, até ao Verão.

“Estamos a ver a possibilidade de trazer um quarto avião igual ao que temos, em Junho. Vai depender de vários factores ligados ao mercado, como a ocupação dos voos e a procura, mas, se continuarmos com esta tendência, positiva, pode ser que a meio do ano tenhamos de trazer outro avião. Sabemos que com os aviões que temos a ocupação chega a ser tão alta que deixamos de vender passagens porque os clientes não têm como aceder a lugares nos aviões”, admite.

A par do quarto avião, está em curso também um projeto para aumentar a capacidade de transporte de carga pelos aviões da Binter. “Estamos a ver se podemos mudar a configuração dos aviões para transportar mais carga, porque é um bom negócio em Cabo Verde, porque há muita procura”.

No entanto, apesar da procura, Zapico entende que não compensaria a aquisição de um cargueiro. “Nem todas as ilhas precisam de carga aérea. Há ilhas que têm uma boa ligação marítima como Praia (Santiago)-Fogo ou Praia-Maio, em que a carga vai toda de barco. Mas Praia-Sal e Praia- São Vicente são rotas onde há muita procura de carga”, elucida.

ILUMINAÇÃO E ILS

Fora isso, a Binter gostaria de ver debelados vários constrangimentos que estão a dificultar a eficiência da companhia, nomeadamente, a falta de iluminação nocturna. “Temos quatro aeroportos que deixam de ter iluminação com o pôr do sol, o que significa que qualquer atraso da operação pode significar não chegar a tempo ao Maio, ao Fogo, a São Nicolau ou à Boa Vista”, contesta. Por isso, apela ao Governo que proceda à instalação “urgente”, “ainda para este ano”, de iluminação nos referidos aeroportos, para que possa ampliar o horário das operações.

Até porque Fogo, pela demanda poderia passar a ter três voos diários. “Fogo abre às 8 horas e fecha às 17h, que é a última hora para aterrar no Fogo, porque às 18h fecha. Com esse horário só podemos ir voltar duas vezes.”

A par da iluminação, há também a ausência de sistemas de aproximação instrumental ILS (Instrument Landing System na sigla em ingles), que, só devido aos cancelamentos de 22 voos, em Dezembro passado, em plena época alta, a companhia arcou com mais de “200 mil euros” de prejuízo.

Devido à procura, a Binter CV está a equacionar a abertura das rotas Sal-São Nicolau, Sal-Fogo, e Boa Vista-Fogo e São Vicente-Boa Vista, para turistas. “Para não terem de fazer escala nem no Sal, nem na Praia. Os aviões que temos conseguem satisfazer a demanda, que temos agora, mas estamos certos que quando começarmos com estas novas rotas vamos ter de trazer mais um avião”, reforça.

Quanto às queixas sobre o elevado preço das tarifas, especialmente para São Vicente e Sal, Zapico esclarece que as tarifas máximas são reguladas pela Agência de Aviação Civil, mas que a política da Binter é que os clientes comprem com antecedência. “Temos desde o Bintaço, que tem preços de 2000 mil escudos, depois temos uma tarifa super-promocional, outra promocional e outra económica. Todas elas ficam abaixo do preço máximo estipulado pela AAC”, justifica.

Conforme esse responsável, o preço médio que a Binter está a aplicar, ou seja, a soma de todas as receitas, de todos os passageiros, divididos por todos os passageiros, é “mais baixa que o preço médio que a TACV”, praticava antes.

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