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Comissário da CEDEAO: Jeremias Furtado, foi a “escolha possível”

A nossa fonte diz ainda que os outros dois candidatos de Cabo Verde mereceram “rasgados elogios” do Conselho de Ministros

A escolha de Jeremias Furtado para comissário da CEDEAO para os Recursos Humanos foi uma surpresa e não está isenta de reparos. Isto advém do facto de se desconhecer os meandros do processo “sumário” de escolha dos candidatos de Cabo Verde para esse cargo estatutário.

Jeremias Furtado, ex-Director Geral dos Transportes Rodoviários (DGTR), João da Cruz, quadro do Tribunal de Contas, e Jorge Dias, antigo presidente da Escola de Negócios e Governação, foram a escolhas do Governo para a fase final de candidatura ao cargo de comissário da CEDEAO para os recursos humanos.

Segundo uma fonte governamental, esses foram os “candidatos possíveis”, tendo em conta o curto lapso de tempo imposto pela CEDEAO para Cabo Verde escolher três nacionais seus, com o perfil adequado para o cargo, para um deles ser escolhido.

“O Governo teve apenas três dias úteis para desencadear o processo escolha. Foram sondados vários quadros no país e na diáspora, mas a maior parte se mostrou indisponível, tendo em conta o tempo imposto para uma tomada de decisão”, realça o nosso interlocutor. “Os três candidatos escolhidos eram os que davam melhores garantias”, assegura.

Na reunião do Conselho de Ministros da CEDEAO realizada há duas semanas, em Abuja, os três candidatos de Cabo Verde para esse cargo estatutário foram submetidos, individualmente, a uma entrevista e a escolha acabou por recair sobre Jeremias Furtado. A nossa fonte diz ainda que os outros dois candidatos de Cabo Verde mereceram “rasgados elogios” do Conselho de Ministros.

Sobre o facto de não ter havido um concurso interno, com devida publicidade, a nossa fonte diz que “em três dias úteis era humanamente impossível lançar concurso”, desdramatizando, de todo o modo, esse facto. “O processo de escolha de candidatos para o preenchimento de vagas na CEDEAO é da competência exclusiva do Governo”, assegura.

Com esta escolha, Jeremias Furtado vai ter um dos cargos mais exigentes da CEDEAO, a gestão dos recursos humanos. O ex-DGTR vai gerir o quadro de pessoal de todas as agências da Comissão: da Organização de Saúde, GIABA, Centro de Género, baseados em Dacar. Terá ainda sob a sua alçada todos os processos relacionados com o mandato dos deputados dessa organização sub-regional, assim como os funcionários do Parlamento da CEDEAO e das 15 comissões.

Entretanto, o nome Jeremias Furtado para o cargo de comissário para os Recursos Humanos, que já foi validado pelo Conselho de Ministros, será homologado numa cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, ainda sem data marcada.

JUÍZES PARA CEDEAO

Agora será a vez de preencher a vaga no Tribunal da CEDEAO. Segundo a nossa fonte, os três juízes que irão concorrer para esse cargo já foram também escolhidos e os seus nomes submetidos ao Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que se encarregará de encaminhá-los para a Abuja.

De recordar que, em Janeiro deste ano, numa reunião extraordinária em Adid Abeba, o Conselho de Ministros da CEDEAO decidiu recuar na decisão reduzir o número de comissário para nove. Com a manutenção dos 15 comissários, a Cabo Verde foi atribuído o cargo estatutário de recursos humanos, que vai ser ocupado por Jeremias Furtado.

Isaías Barreto que é, em representação de Cabo Verde, o comissário para as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), vai manter-se no cargo até a próxima cimeira de Chefes de Estado e de Governo, que irá homologar os nomes dos novos comissários da CEDEAO.

 

 

 

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