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Santa Catarina: Crianças da Escola de Minibasket da Assomada participam em torneio internacional em Portugal

O convite partiu da equipa desse município onde o fundador e treinador da EMBA, Kuny Mendes, foi treinador durante vários anos.

A Escola de Minibasket da Assomada (EMBA) vai levar 12 crianças dos escalões sub 10 e 12, masculino, para participar num torneio internacional que acontece em finais de Março, em Valença, Portugal. O convite partiu da equipa desse município onde o fundador e treinador da EMBA, Kuny Mendes, foi treinador durante vários anos.

O treinador adjunto da EMBA, Jair Adriano Rosa “Beny”, revelou ao A NAÇÃO que os seus pupilos estarão em Valença para participar num torneio internacional a ter lugar entre 24 e 26 de Março. “Trata-se de um torneio internacional, realizado anualmente, entre Portugal e Espanha, e este ano a escola de Basket de Valença quis incluir Cabo Verde, porque Kuny Mendes, o fundador da nossa escola, foi também treinador durante vários anos”.

Conforme “Beny”, a direcção da EMBA acolheu com natural satisfação o convite e encontra-se no terreno a tratar da logística para uma delegação de 15 elementos, sendo doze atletas dos escalões sub 10 e 12, e três de equipa técnica. “Precisamos de 500 contos para comprar as passagens, a Câmara já se dispôs a apoiar-nos, mas não sabemos se é ou não na totalidade. Claro que seria bom se o fizesse a 100%, até porque foi graças à nossa escola que surgiu a parceria entre Valença e Santa Catarina. Entretanto, os pais das crianças convocadas já estão alertadas que caso a câmara não pagar 100 % das passagens, eles devem entrar com a parte restante. Quanto aos vistos, a federação já prometeu ajudar-nos a tratar os processos. E o Kuny está em Valença a tratar de outros aspectos”.

Resultado satisfatório

A EMBA foi criada em 2014 e tem apostado na formação pessoal e desportiva de dezenas de crianças de Santa Catarina. Actualmente, trabalha com dois escalões de formação, designadamente, os iniciados na faixa etária entre seis e 12 anos; no segundo escalão lida com adolescentes de 12 a 16 anos. Segundo Beny, a escola está a trabalhar para que os outros escalões surja internamente.

“Não queremos ir procurar atletas fora da escola para formar uma equipa sénior, uma vez que temos potencial interno. Isso ficou provado com a participação da nossa equipa de sub 16 no campeonato, na cidade da Paria, no ano passado. A nossa equipa ficou em segundo  lugar e, a nível individual, conquistamos o prémio de segundo melhor jogador e melhor trinador do campeonato”, aponta.

De acordo com Beny, a EMBA, inicialmente, começou a trabalhar com cerca de 60 crianças das diversas localidades de Santa Catarina. Mas actualmente conta com cerca de 40 inscritos.

Dificuldades

Um dos principais dificuldades da escola, segundo Beny, é a falta de espaço para treinos. Actualmente, os iniciados treinam na placa do Liceu Amílcar Cabral (LAC), graças a uma parceria com a direcção desse estabelecimento. A EMBA ofereceu tabelas e o liceu disponibilizou o espaço, dividindo assim o espaço para treinos e aulas de educação física. Já em relação à equipa de sub 16, o nosso interlocutor adianta que a edilidade já disponibilizou o polidesportivo de Nhagar para treinos todos os dias, às 8 horas. E por isso vê essa iniciativa como um grande impulso para a escola e o basket em Santa Catarina.

Desafios

De acordo com Beny, os principais desafios que a EMBA tem pela frente, para os próximos tempos, passa pela legalização da escola a 100% e ter um terreno onde possa construir uma placa para treinos com melhores condições, bem como uma sede própria para realizar as reuniões.

Beny acrescenta ainda que o objectivo da EMBA é levar o basket para às outras comunidades fora de cidade da Assomada, onde existem placas desportivas. E, assim, massificar a modalidade no concelho, sobretudo na camada feminina que há poucas praticantes.

“Queremos alargar o basket no concelho mas temos dificuldades em encontrar ‘voluntários’ para trabalhar no projecto. Isso porque não temos dinheiro para pagar um treinador. É por isso que introduzimos a quotização para, pelo menos, dar uma gratificação aos monitores”.

 

 

 

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