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Ligação a offshores em Cabo Verde: PJ levanta sigilo bancário de Bruno de Carvalho

A PJ não estará à espera de encontrar de forma direta qualquer pagamento de luvas de transferências mas sim de verificar se existe alguma ligação a sociedades offshores com sede em Cabo Verde

As perícias financeiras da Polícia Judiciária na investigação à denúncia apresentada por Paulo Pereira Cristóvão sobre algumas transferências de jogadores do Sporting terá levado à quebra do sigilo bancário de Bruno de Carvalho, presidente dos leões. Assim, e de acordo com o Correio da Manhã (conteúdo fechado), todas as contas do líder verde e branco, como titular ou cotitular, estarão a ser analisadas por ordem do Ministério Público.

Ainda segundo o jornal, a PJ não estará à espera de encontrar de forma direta qualquer pagamento de luvas de transferências mas sim de verificar se existe alguma ligação a sociedades offshores com sede em Cabo Verde, como era defendido na denúncia feita pelo antigo inspetor da PJ e vice-presidente do clube no mandato de Godinho Lopes, entre 2011 e 2012.

Na altura da denúncia, a 7 de julho, Paulo Pereira Cristóvão questionou, entre outros aspetos ligados a outras áreas do clube, os fluxos financeiros das transferências de Rúben Semedo para o Villarreal (quando teve uma proposta semelhante do Newcastle), de Bruno César para o Sporting e sobretudo, de Tanaka, do Kashiwa Reysol para os leões, no Verão de 2014.

“Nunca o agente João Pinheiro ou a sua empresa tiveram qualquer envolvimento na transferência do jogador para o Sporting. Os envolvidos foram a empresa Bisc, do agente espanhol John Baez, que detinha os direitos económicos do atleta, uma figura estranha de nome Paulo Emanuel Mendes que em boa hora acabou por não ter qualquer papel no negócio e o Kashiwa Reysol, clube onde Tanaka estava inscrito e por isso detinha os direitos federativos. O agente fez-nos saber que o preço era 750 mil euros. É bom saber que estávamos numa época em que o TPO era permitido. Assim sendo, o negócio fez-se pelos 750 mil euros, sendo que 500 mil foram para a Bisc pelos direitos económicos e 250 mil para o Reysol para pagar os direitos federativos. Ou seja, não houve nenhuma alteração como se pretende fazer crer na queixa”, comentou Bruno de Carvalho.

Antes de ser público o teor da notícia, Bruno de Carvalho antecipou-se e, através da sua conta oficial do Facebook, deu conta da sua versão dos factos, defendendo que “ficou provado, com o levantamento do sigilo bancário das minhas contas e de familiares meus, que não existe nenhum dinheiro de origens duvidosas mas, tão somente, aquele que deriva do nosso trabalho”.

“Mais uma vez, comprovando a campanha de terrorismo comunicacional e de manipulação da opinião pública, chegou ao meu conhecimento que o Correio da Manhã irá publicar, de forma sensacionalista, que no seguimento da denúncia feita por Paulo Pereira Cristóvão foi pedido o levantamento do sigilo bancário das minhas contas e de familiares meus. A notícia irá versar sobre este assunto, criando na opinião pública uma imagem novamente deturpada a meu respeito, colocando em causa, mais uma vez, o meu bom nome, honra e dignidade (…) É contra esta comunicação social que luto e lutarei enquanto Presidente do Sporting, mas sobretudo, enquanto cidadão que exige o direito a ser informado e não enganado”, disse.

Com Observador

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