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Haiti: PR denuncia “violação extremamente grave para dignidade humana”

Notícias dão conta de que responsáveis da Oxfam, com sede no Reino Unido, usaram dinheiro da ONG para pagar prostitutas no Haiti, depois do sismo de 2010

 

O Presidente haitiano (PR), Jovenel Moise, denunciou como uma “violação extremamente grave para a dignidade humana” o caso do escândalo sexual, que envolve responsáveis da Organização Não-Governamental (ONG) britânica Oxfam no Haiti.

“O que se passou com a Oxfam no Haiti é uma violação extremamente grave da dignidade humana”, disse Jovenel Moise, na sua conta de “Twitter”.

Notícias recentes dão conta que responsáveis da Oxfam, confederação de instituições humanitárias cuja sede se situa em Oxford, no Reino Unido, usaram dinheiro da ONG para pagar prostitutas no Haiti, depois do sismo de 2010.

“Não há nada mais escandaloso e desonesto do que um predador sexual que usa a sua posição como parte da resposta humanitária a um desastre natural para explorar as pessoas carentes nos seus momentos de maior vulnerabilidade”, acrescentou.

Depois do escândalo, a sub-directora da Oxfam, Penny Lawrence, demitiu-se do cargo e admitiu que se “sentia envergonhada”.

Helen Evans, que trabalhou como responsável global para a Oxfam, entre 2012 e 2015, revelou que um dos cooperantes chegou a coagir uma mulher para ter relações sexuais “em troca de ajuda”.

Entre outros dados, o “The Times” informou que a Oxfam aceitou a demissão de três homens e despediu outros quatro depois de ter levado a cabo uma investigação sobre “exploração sexual, descargas de pornografia, abusos de poder e intimidações”.

Um dos homens que abandonou o cargo sem receber qualquer acção disciplinar foi o director da ONG no Haiti na altura, Roland van Hauwermeiren, que segundo o “The Times” admitiu que manteve encontros com prostitutas numa vivenda alugada para ele pela ONG.

O trabalho que a Oxfam desempenhou no Haiti foi parte do esforço internacional após o sismo que sacudiu Port-au-Prince, do qual resultaram 220 mil mortos e 300 mil feridos e 1,5 milhões de pessoas sem abrigo.

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