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Carnaval São Vicente 2018: Vindos do Oriente e Monte Sossego voltam a destacar-se

Os grupos carnavalescos, Vindos do Oriente e Monte Sossego, voltaram a não defraudar as expectativas do público na festa do Rei Momo em São Vicente.

Os grupos carnavalescos, Vindos do Oriente e Monte Sossego, voltaram a não defraudar as expectativas do público na festa do Rei Momo em São Vicente. Os desfiles destes dois grupos destacaram-se da concorrência, naquele que foi o Carnaval 2018 na ilha. O Cruzeiros do Norte não ficou muito atrás, apesar de, tal como o Vindos do Oriente, ter enfrentado problemas sonoros ao longo do cortejo pela Rua de Lisboa.

Caiu o pano sobre mais uma edição do carnaval mindelense, que este ano teve uma série de mudanças, desencadeadas com a criação da Liga do Carnaval. A mudança dos regulamentos a gestão dos direitos de imagem e a implementação de bancadas ao longo das ruas da cidade são apenas os exemplos mais concretos.

Por seu turno os grupos fizeram a sua parte, brindando o público com um grande desfile de cores e folia. À semelhança do ano passado o Vindos do Oriente e o Monte Sossego voltaram a destacar-se da concorrência.

O Monte Sossego, vice-campeão de 2017, foi o primeiro a entrar em cena na rua de Lisboa, por volta das 15:30. O grupo trouxe um desfile, em torno do enredo Grandes civilizações, composto por 1600 foliões espalhados por 16 alas. Ao, som da composição de Constantino Cardoso, “Nação Montsú”, o grupo apresentou três carros alegóricos no seu desfile, cada um representando uma civilização antiga. O desfile na rua de Lisboa teve a duração de uma hora.

O campeão em título, Vindos do Oriente, foi o penúltimo a entrar em cena e protagonizou um dos desfiles mais empolgantes, apesar de muitas vezes ter sido interrompido por problemas sonoros. Com o enredo “África mãe da humanidade”, o grupo desfilou também durante cerca de uma hora. No total apresentou 12 alas e três carros alegóricos, baptizados com os nomes de África Tribal, África Mítica e África Lendária. O rapper, Kiddye Bonz, foi uma das suas figuras de destaque, na posição de rei.

Quem também enfrentou problemas no que diz respeito ao som foi o Cruzeiros do Norte, grupo que foi o segundo a desfilar. Este que tinha como enredo “Vencer as misérias humanas e sobreviver do ponto de vista do cabo-verdiano”. Um tema forte que fez um reflexo bastante realista das vivências dos cabo-verdianos. Teve três carros alegóricos, entre eles a “máquina burocrática” o “passado vergonhoso do homem” e o “impacto na sociedade cabo-verdiana”. Este grupo levou cerca de 800 foliões às ruas, ao longo de 10 alas, entoando a música “Tud manera eh ba dvagar”.

Quando o relógio já marcava 19 horas o Flores do Mindelo pisou a Rua de Lisboa, num desfile alusivo às brincadeiras de outrora. O seu enredo remete para o jogo “Duna Duna Trina Catarina Berimbau São Deus”. O grupo desfilou com 14 alas espalhados por cerca de 600 foliões. Em termos de carros alegóricos não fez diferente dos outros grupos, já que desfilou com três andores. A passagem deste grupo pela Rua de Lisboa fez-se em pouco mais de 20 minutos.

Os vencedores vão ser anunciados na quarta-feira. No entanto, convém realçar que as mudanças estendem-se também neste domínio. Além do prémio do grupo vencedor, vão ser avaliados os seguintes itens: bateria, música, harmonia, evolução, enredo, carros alegórico e adereços, fantasias, comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira. No que diz respeito aos individuais, será premiados, o rei, a rainha e a rainha da bateria.

JF

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