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BCV estuda processo de licenciamento do Banco de David Chow em Cabo Verde

A criação de um banco cabo-verdiano com capital chinês é vista com fortes reservas junto dos bancos de capital português, que dominam o sector, nomeadamente a Caixa Geral de Depósitos – que controla o Banco Comercial do Atlântico, líder de mercado, bem como o Banco Interatlântico.

O processo de licenciamento do Banco Sino-Atlântico (BSA) cabo-verdiano, do empresário de Macau David Chow, está em curso no Banco de Cabo Verde (BCV), regulador do sector bancário, que já recebeu toda a documentação relativa ao mesmo, informou o boletim informativo Africa Monitor Intelligence.

O BCV irá agora determinar se o BSA cumpre os requisitos legais, além da idoneidade do empresário de Macau e da origem do capital constitutivo do banco.

O boletim adianta que a criação de um banco cabo-verdiano com capital chinês é vista com fortes reservas junto dos bancos de capital português, que dominam o sector, nomeadamente a Caixa Geral de Depósitos – que controla o Banco Comercial do Atlântico, líder de mercado, bem como o Banco Interatlântico.

O segundo maior banco cabo-verdiano, a Caixa Económica de Cabo Verde, tem como segundo maior accionista a Geocapital, sociedade gestora de participações sociais com capital chinês e com interesses nos sectores financeiros de Moçambique e Guiné-Bissau, sendo o maior accionista o Estado cabo-verdiano.

O Africa Monitor Intelligence informou também que o BSA irá movimentar o dinheiro dos casinos que David Chow pretende instalar no complexo turístico que está a construir do Ilhéu de Santa Maria, na Praia, um investimento avaliado em 250 milhões de dólares.

O governo cabo-verdiano assinou, em Maio de 2017 em Macau, um memorando de entendimento com a Legend Globe Investment Company Ltd, de David Chow, para a criação do BSA.

O projecto prevê, através do banco, atrair capital chinês para operar na África ocidental, um dos objectivos estratégicos do governo cabo-verdiano.

A sede e a principal agência do BSA ficarão no edifício de 14 andares que integra o complexo que Chow está a construir no ilhéu, cuja inauguração está agora prevista para final de 2019.

Nesse mesmo edifício, que já está em fase avançada de construção, vai funcionar o centro de convenções, casinos “on-line” e escritórios, adianta o Africa Monitor.

Logo após a conclusão do edifício, terão início as obras para a construção do hotel-casino, sobre a água, entre o ilhéu e a Gamboa, com 150 quartos, além dos espaços de jogo, com mesas e máquinas de jogos e uma sala VIP para jogadores “especiais.”

Cabo Verde atribuiu à empresa de David Chow uma concessão de jogo por 25 anos para a ilha de Santiago, 15 dos quais em regime de exclusividade.

Macauhub

*Título da responsabilidade da redacção do A NAÇÃO

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