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Para um Melhor Carnaval da Praia, Já!

"Rogo à CMP que prossiga com o posicionamento atual enérgico em relação aos sonhos da Praia".

Apraz-nos constatar várias melhorias do processo carnavalesco praiense que augura melhores dias, contrariando a interrupção quase por despacho da normal evolução que o carnaval praiense estava experimentando nos anos 80. Já agora, caso similar aconteceu com assistência de espetadores do futebol quando, nos anos 90, se desativou o Estadio Luís Bastos para obras por 4 anos e as aficionados nunca mais esgotaram a antiga bancada metálica como acontecia nos fins de 80 início de 90.

Efetivamente:

  1. A CMP efetuou obras, há algum tempo reclamadas por alguns praienses, incluindo Pro-Praia, de remoção de placa central e erigirá o sambódromo equipando desta forma a espetacular Avenida Cidade de Lisboa para os desfiles do carnaval praiense do próximo dia 13 ás 16:00 pm;
  2. Melhorou a qualidade de trabalho com os grupos carnavalescos incluindo atribuição mais atempada dos apoios;
  3. O Governo contribuirá com os prémios.
  4. A jornalista Carmelinda do Rosário efetuou um trabalho de mérito explorando o trabalho de preparação de cada grupo, trabalho esse raramente feito aqui na Praia, num contexto de extrema falta de engajamento total da comunicação social que, assim como faz militantemente numa ou outra ilha, os praienses reclamam dever ser feito também aqui!

Entretanto, um diagnóstico sucinto da situação do carnaval praiense aponta para:

– Falta de espaços adequados e plataformas (normalmente concedidas pela administração portuária) para atempada e adequadamente se proceder aos preparativos;

– Continuam ausentes muitos apoios que deveriam vir das empresas, principalmente daquelas com o maior volume de negócios no país, conseguidos aqui na Praia, dos inúmeros designers e arquitetos e artistas, dos políticos e de muitas outras pessoas detentores do saber fazer e de outros meios que preferem viajar, assistir e apoiar outros carnavais sob desculpa que o nosso é fraco, esquecendo-se formular a si próprios a celebre questão: «o que é que eu fiz para ajudar?».

– Falta disponibilidade de jovens e outros atores ocupados na manhã de terça com a escola e/ou labor profissional, deformando a organização para desfile a tempo e de conformidade para emissão direta da comunicação social (temos direito a emissão direta também, até porque é a cidade que mais contribui para as emissões!);

– Falta engajamento das famílias para ajudar nos trajes e custos outros assim como dos nossos políticos!

– Falta apoios do governo que devem premiar os melhores também aqui, com os valores máximos dos editais agora aplicados em certas ilhas.

Assim sendo, os carnavais dos últimos anos por cá, embora em crescendo, tem estado muito aquém daquilo que Praia merece e pode fazer.

Recomendo:

– Conceder tolerância de ponto na Praia, terça inteiro, evitando prática cínica de matar condições de preparativos no dia de carnaval, mantendo os principais atores desse carnaval ocupados no labor profissional e/ou escola durante boa parte desse dia. Isso não se faz e não venham com tretas de tolerância parcial da quarta para os outros como moeda de troca, pois, além de não enriquecer a nação, ninguém no seu perfeito juízo acredita que o regime é cumprido nas ilhas! O Governo estaria assim a melhorar a sua contribuição em complemento ao feito por todos os outros para o atual carnaval prainese; Esse pedido é da competência da CMP e a sensibilidade deve ser do Governo!

-Estender a aplicação dos editais com as maiores fatias aos grupos da Praia já que qualquer grupo deveria em princípio, tratando de erário publico, aceder a eles caso cumprir com os critérios estabelecidos (qualidade do enredo, música, nº de figurantes etc) e assim garantir-se o acesso democrático e por mérito a esses meios públicos de todas as ilhas; a discriminação positiva faz-se aos com potencial e querer mas que necessitam de mais apoios para atingirem o nível referêncial!

– Artistas locais de renome participarem nos desfiles locais, designers e arquitetos ajudarem nos moldes dos figurinos temáticos e alegorias, empresas apoiarem a cidade que contribui para o seu crescimento, jornalistas participarem na organização e edição direta, políticos e todos aqueles que podem ajudar que não fujam para outros carnavais mas sim ajudem os seus para a melhoria desse elemento da cultura santiagense que contribuirá para o incremento do turismo que está ocorrendo na ilha;

– Capacitação técnica e financeira dos grupos para apresentarem trabalho genuíno e de qualidade e não teimar em ser brasilinho pois o carnaval foi para aí passando por Santiago! Há que levar desfiles de qualidade para que não fiquem defraudados os esforços de qualificação efetuada na avenida; Por favor reativem /acarinhem os «di bi di do» e outras prestações individuais tão brilhantes outrora;

– Por fim rogo à CMP que prossiga com o posicionamento atual enérgico em relação aos sonhos da Praia, continuando a integrar parcerias para termos um carnaval que satisfaça aos milhares que tumultam habitaulmente a avenida e á cidade de tem tudo para desfilar um carnaval à sua altura.

José Jorge Costa Pina

 

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