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Grupos da Praia sem saber com que linhas se faz o Carnaval deste ano

Depois da polémica do ano passado, em que os grupos oficiais não desfilaram no Carnaval da cidade da Praia, os foliões da capital continuam insatisfeitos.

A menus de um mês do Carnaval, os grupos oficiais da capital já iniciaram os preparativos para a festa do Rei Momo, contando com duzentos contos, metade dos 400 contos como apoio da Câmara Municipal da Praia. Os festeiros consideram o valor “muito irrisório” e esclarecem que, até agora, ainda não receberam nenhum incentivo do Ministério da Cultura.

Depois da polémica do ano passado em que os grupos oficiais não desfilaram no Carnaval da cidade da Praia, em protesto contra a discriminação do Ministério da Cultura e Indústrias Criativas (MCIC) em relação aos grupos de São Vicente e São Nicolau, os foliões da capital continuam insatisfeitos.

Para este ano, o MCIC disponibilizou sete mil contos aos oito grupos oficiais que vão animar o Carnaval’2018 nas ilhas de São Vicente e de São Nicolau. E para a cidade da Praia anunciou que “apenas” vai financiar a 100% os prémios do carnaval, num total de 800 contos.

José Gomes “Breu”, presidente do Vindos d’África e da Liga do Carnaval da Praia, afirma que já começaram os ensaios e preparativos em termos de trajes mas que, no cômputo geral, admite que a CMP disponibilizou apenas as “mínimas condições” para os grupos começarem a preparar-se para a festa. A primeira quantia, revela, é no valor de 200 contos para cada grupo.

As condições externas referem-se aos 13 mil contos investidos pela CMP em bancadas para os convidados e o público assistirem ao desfile deste ano. Uma parte da Avenida Cidade de Lisboa foi adaptada, de modo a permitir que os grupos desfilem com mais facilidade, ou seja, sem os separadores de betão, contando assim com as duas faixas da avenida. Esses trabalhos de adaptação custaram três mil contos.

Aquando da nossa conversa com os responsáveis dos grupos de carnaval da Praia, estes só tinha recebido, cada um, 200 contos e não sabiam quando é que a CMP lhes iria disponibilizar a segunda tranche. Ainda nesta semana, os grupos reúnem-se com a CMP e o MCIC para “clarificarem alguns aspectos”.

Os grupos da capital escusam-se a anunciar o enredo para este ano e muitos ainda nem sequer começaram os ensaios. José Fernandes, do Intervila, adianta que, nesta altura, os trabalhos andam “a meio gás”.

Por outro lado, segundo diz, ainda não receberem nenhum sinal do MCIC e, “para complicar”, a CMP nem sabe quando é que vai dar o segundo montante de 200 mil escudos. A continuar assim, lamenta o presidente do Intervila, o Carnaval da Praia poderá estar novamente comprometido, este ano, em termos de qualidade.

O mesmo cenário é descrito pelo presidente do Estrela da Marinha, António Dias. Neste momento, no dizer deste folião, está-se a fazer algum trabalho na medida dos possíveis, com poucas condições, uma vez que o segundo incentivo da CMP tarda em chegar.

A cidade da Praia reclama maior projeção do seu Carnaval, justificando ser um importância centro criativo do país, facto já reconhecido pela UNESCO ao inscrever a capital como uma das 18 cidades criativas do mundo. Para 2019 o MCIC anuncia a criação de uma linha de apoio directo aos grupos de Carnaval da capital do país.

Leia mais na edição 451 do Jornal impresso A Nação.

 

 

 

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