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Uni-CV escolhe novo reitor nesta sexta-feira

Judite Nascimento, candidata à sua própria sucessão, Artur Furtado, Eurídice Monteiro e Corrine Almeida, um deles será o novo reitor da Universidade Pública.

As eleições para a escolha do novo reitor da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) acontecem nesta sexta-feira, 19, depois de se ter realizado três debates em que os candidatos tiveram a oportunidade de apresentarem as suas visões e projectos. Quatro candidatos estão na corrida: Judite Nascimento, Artur Furtado, Eurídice Monteiro e Corrine Almeida, um deles será o novo reitor da Universidade Pública.

Ofertas formativas, investigação, estatutos da Universidade, regulamento da avaliação, gestão e prestação de contas foram alguns dos assuntos que dominaram a campanha eleitoral, que decorreu de 9 a 17 de Janeiro.

Judite Nascimento, que se candidata a um segundo mandato, diz que quer manter a estabilidade na Uni-CV e continuar a apostar num bom relacionamento da Universidade Pública com os seus parceiros.

Durante o período de campanha, a candidata garantiu defender a autonomia da Uni-CV, estabelecer diálogo permanente e participação efectiva dos membros da comunidade académica nas decisões importantes e, ainda, apostar em estratégias para o reforço contínuo do perfil e das condições de trabalho dos docentes e funcionários da instituição.

Neste pleito, Judite Nascimento, eleita nas primeiras eleições realizadas na Uni-CV, em 2014, concorre com o lema: “Por uma Universidade integradora, inovadora e empreendedora, avancemos juntos”.

Ânsia pelo melhor

Eurídice Monteiro, professora universitária, investigadora e escritora, é, também, candidata, com o lema: “Mudar é Preciso: Para uma Universidade Aberta à Sociedade Cabo-Verdiana, suas Instituições e ao Mundo”. No seu entender, a Uni-CV precisa convencer a sociedade cabo-verdiana da sua utilidade científica, social e económica.

Durante os debates, promovidos pela Comissão Eleitoral, Eurídice Monteiro garantiu que o propósito da sua candidatura é tornar a Uni-CV Num factor de desenvolvimento de Cabo Verde. Para isso, segundo ela, são precisas mudanças nos domínios do ensino, investigação e extensão, do desenvolvimento institucional e das orientações estratégicas.

“Qualidade e Transparência”

Outra personalidade que está na corrida ao cargo de reitor da Uni-CV é Artur Furtado, professor universitário de Matemática, Estatística e Gestão. Furtado elege “Qualidade e Transparência” como dois aspectos que a Universidade Pública precisa focar com maior rigor.

“A qualidade do ensino e investigação científica, bem como a transparência de gestão, mexem com todo o funcionamento da Universidade. Entre outros, esses dois aspectos são preponderantes”, adiantou Artur Furtado, ao A NAÇÃO.

“Uma gestão baseada na autonomia, promoção da liberdade para ensinar e investigar, incentivo e motivação ao desenvolvimento de carreiras do pessoal docente, não-docente e investigador são, entre outros, os pressupostos da minha candidatura”, vinca Furtado.

“Rebeldia à causa da Uni-CV”

Corrine Almeida, Doutora em Ecologia dos Recursos Marinhos Vivos, professora da Uni-CV no Pólo do Mindelo, também é candidata.

A sua motivação baseia-se no projecto “Rebeldia à causa da Uni-CV” e promete metas “ambiciosas” caso seja eleita. “O momento pede-nos essa rebeldia, que se traduz em ter coragem e vontade para instituir e institucionalizar as mudanças necessárias para construirmos a excelência na Uni-CV”, argumenta.

Criada a 20 de Novembro de 2006, a Uni-CV agrega hoje três faculdades, duas escolas, mais de cinco mil estudantes, 500 docentes e investigadores, numa média de 40 cursos de licenciatura e 15 de pós-graduação.

ACN – Artigo completo na edição 542 do Jornal A NAÇÃO

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