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Polémica AMP: Carlos Gomes chama Conselho de administração e ministro da economia de “irresponsáveis e criminosos”

Segundo este funcionário da AMP os visados estão acabando com uma instituição do estado, prestando um mau serviço para a nação.

O inspector marítimo, Carlos Gomes, acusou o Conselho de Administração da Agência Marítima e Portuária (AMP), bem como o ministro da economia marítima de “irresponsáveis e criminosos”. Segundo este funcionário da AMP os visados estão acabando com uma instituição do estado, prestando um mau serviço para a nação.

As declarações de Carlos Gomes vêm na sequência da decisão do Ministério da Economia Marítima de mandar desocupar o espaço onde, até então, era a sede da AMP em São Vicente.

“Considero que o Conselho da administração da AMP e o ministro são irresponsáveis e criminosos, porque estão acabando com uma instituição do estado. Hoje acabam com a AMP, amanhã é a rádio e depois outra instituição do estado. O governo vai governar durante mais quatro anos, mas dando cabo de instituições que já tem um trajecto secular ou senão desde a origem do estado”, diz Carlos Gomes.

Segundo a nossa fonte, o modo como a mudança está acontecendo, vai desmembrar a AMP, e que quem vai sair mais prejudicado com a situação são os utentes.

A decisão, que também foi alvo de críticas por parte do PAICV, têm os funcionários da AMP revoltados, sem, no entanto poderem manifestar publicamente o seu desagrado por medo de represálias. Quem o diz é Carlos Gomes, que considera que Cabo Verde passa por um momento de “ditadura”.

“Estão todos com medo, ainda que alguns queiram resistir a mudança. Fizemos uma carta para o presidente do conselho de administração da AMP, a demonstrar que não queremos sair”, acrescenta.

Carlos Gomes diz ter solicitado a intervenção do provedor da justiça e dos direitos internacionais além do presidente da República, Jorge Carlos Fonseca. Entretanto até esta segunda-feira, não obteve qualquer resposta. O nosso entrevistado exige mais respeito e consideração e deixa um apelo a sociedade civil para ajudar os funcionários da AMP nesta “luta”.

Oficialmente a mudança começou esta segunda-feira, conforme nos avançou a nossa fonte e pudemos constatar in loco. A presença de camiões para o transporte dos equipamentos da AMP ao longo desta manhã foi uma constante. O espaço da AMP no prédio da ex-Capitania passa, a partir do dia 22 do corrente, a ser ocupado pelo Ministério da Economia.

JF

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