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Gente na CMSV trama cidadania activa e participativa

Não será o silêncio e autoritarismo de alguém com poder de decisão na nossa Câmara que nos irá retirar o dever e direito de participar activamente nas ações públicas e muito menos naquelas de interesse temático para todos

Silas Leite

A actividade “Natal e Água” é uma iniciativa da AFOCA – Agência de Fomento à Ocupação e Animação, já na sua 4ª. Edição e muito devido às parcerias dos Ministérios da Educação e da Saúde. Constituída por quedas de água em retorno através de engenhos artificiais tipo cachoeira, cascata e repuxo em diversos formatos geométricos, mascotes humanos de animais marinhos, jogos de água e outros mais, pretende-se com o evento, um contributo para a educação ambiental e focado no uso racional da água e por isso, tendo como principais beneficiários, os estudantes das Escolas do Ensino Básico Integrado. Para completar este quadro introdutório, oportuno aqui se torna esclarecer a lógica da relação Natal e Água,  da qual nos narra uma das versões mitológicas em como o Pai Natal, para fazer chegar as suas prendas às crianças, saiu das zonas polares no  seu trenó atrelado às renas que obrigatoriamente teriam de ter como primeira etapa do percurso, a neve e o gelo como “estrada”. Caso para afirmar que, não houvesse água no seu estado sólido, outra história teria de ser inventada para um Pai Natal diferente.

Iniciado o projecto em 2014 e sempre fazendo coincidir a data de realização do evento com a quadra natalícia e espaços de localizações diferenciadas e sem nunca ter recebido autorização explícita da Câmara Municipal de S. Vicente, começou-se a idealizar a sua descentralização como forma de proporcionar a outros estudantes do país, a oportunidade de ludicamente, serem  também portadores da mensagem direccionada para a poupança da água. E se em 2016 o estado do tempo e mar, declarados pela autoridade marítima de péssimas condições para o transporte dos equipamentos de S. Vicente para a Praia, consegui-se agora em 2017 implementar a primeira etapa desta 4ª. Edição naquele Concelho e cidade. Para o efeito e à semelhança da comunicação com responsável da área urbana e ambiental da CMSV, assim se procedeu com a Câmara Municipal da Praia, primeiro por contacto telefónico seguida de email a 28 de  Novembro de 2017.  Consensualizado desde logo, o local para a realização da actividade, bastou apenas mais alguma troca de diálogo na véspera com outra responsável pela área ambiental, para nos dias 8 e 9 de Dezembro, ter a Praça Alxandre Albuquerque no Platô, recebido o evento e com ele, vários estudantes das Escolas mais próximas e outros visitantes. De tal sorte foi o impacto, que até convite ficou para participação na Feira do Ambiente Junho de 2018 e que a acontecer, seria a segunda depois de 2013. Com a Câmara Municipal da Praia, estamos conversados e a quem aproveita-se aqui para reiterar gratidão e votos de um bom ano de 2018.

Já em S. Vicente onde, segundo o calendário devia-se cumprir a segunda etapa desta 4ª. Edição a 15 e 16 de Dezembro, eis que mal se instala os engenhos e demais recheios para o início do evento na Praça D. Luis (?), alguém da Câmara Municipal de S. Vicente manda que dois dos seus Fiscais, intercedam no sentido de proíbirem a sua realização sob pretexto de não se estar explicitamente autorizado, melhor dito, de autorização em papel na mão. Nem valeu a conversa tida na véspera com a responsável Janine Neves com quem ficou tudo tratado,após ter exibido o despacho superior. Para além do espaço, a CMSV entraria ainda com água para os depósitos, energia eléctrIca e plantas ornamentais. Também não valeu uma segunda tentativa para se realizar a actividade “Natal e Água” no dia 21 de Dezembro, apesar de ofício endereçado ao presidente e com aviso de entrada a 18 de Dezembro. Resposta de sempre: SILÊNCIO!?.

E como a prever esta atitude que vai fazendo escola na CMSV, organizou-se o evento no recinto de uma das Escolas do EBI no dia 19 de Dezembro, tendo participado todos os seus estudantes e professores. Não será o silêncio e autoritarismo de alguém com poder de decisão na nossa Câmara que nos irá retirar o dever e direito de participar activamente nas ações públicas e muito menos naquelas de interesse temático para todos.

Recado para o senhor presidente Augusto Neves: o senhor, de quem ainda tenho como ex-companheiro dos bancos estudantis e amigo, respeito, considero e parabenizo como mais um “menino de Soncent” a vencer as agruras da vida para ser hoje o Homem que é, faça o favor de nos abrir as portas do diálogo e da acção conjunta, rumo à real mudança de paradigma e geração de sinergias, porquanto, se a cidadania activa vai precisando dos bons serviços da Câmara sob a sua presidência, ela e o senhor também precisam. BOM ano de 2018!

2006.07.17.cv.sv.mindelo7

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