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Santo Antão: Laboratório de certificação do grogue arranca com “tolerância zero” à prevaricação

Com isso, o Centro de Formação de Afonso Martinho já começou a ser revitalizado e a sua função está a ser redirecionada.

A instalação de um laboratório para análise e certificação do grogue que se produz em Santo Antão é uma reivindicação de longa data. Esta preocupação ganhou força quando a nova lei que regula a produção e comercialização do grogue entrou em vigor, em Agosto de 2015.

Os produtores e autoridades responsáveis na matéria sempre defenderam que, além de possibilitar o controle da qualidade do grogue produzido em Santo Antão, o laboratório garante a certificação, visando a inserção do grogue e seus derivados nos principais mercados internacionais.

Este anseio torna-se realidade com a entrada em funcionamento, recentemente, do laboratório de certificação da qualidade dos produtos agroalimentares, incluindo o grogue, nas instalações do Centro de Formação de Afonso Martinho, no concelho da Ribeira Grande.

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande e, também, da Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA), Orlando Delgado, garante que haverá “tolerância zero” à prevaricação detectada com o trabalho do laboratório.

Como diz, “o laboratório é um dos melhores existentes em Cabo Verde” e, com o protocolo assinado recentemente entre a AMSA e o Governo, as três câmaras municipais da ilha passam a gerir o centro de Afonso Martinho, fazendo-o funcionar efectivamente.

“O sistema de certificação já está a funcionar, já temos técnicos a trabalhar no laboratório e arrancamos com muita qualidade. Não vamos tolerar nenhum tipo de prevaricação”, avisa aquele responsável.

Orlando Delgado admite que o laboratório está equipado para certificar a qualidade do grogue, mas também dos produtos agroalimentares e garantir a qualidade da água consumida pelas populações de toda a ilha de Santo Antão.

Com isso, Orlando Delgado entende que o Centro de Formação de Afonso Martinho já começou a ser revitalizado e a sua função está a ser redirecionada. “É preciso ter uma nova dinâmica. A reorientação é fundamental e tem a ver com a própria vocação da ilha. Os laboratórios tinham sido montados e praticamente nunca funcionaram”, adianta o autarca.

Inaugurado em Julho de 2013, o Centro de Formação de Afonso Martinho foi criado para ser uma mais-valia para a indústria agro-alimentar na ilha das montanhas, mas, nos últimos anos, estava de portas fechadas.

ACN

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