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São Vicente: UCID sugere a forragem como solução no combate à seca

A UCID apresentou nesta segunda-feira (18) a forragem como uma solução a adoptar, enquadrado no plano do governo para resiliência à seca. O presidente do partido, António Monteiro, lançou um apelo ao executivo para colher a experiencia desse processo, aliado aos valores resultantes tanto do orçamento de estado para 2018, como dos apoios internacionais.

A UCID realizou esta segunda-feira uma conferência de imprensa, a partir da zoa de Ribeira de Vinha para dar a conhecer o processo de forragem para alimentação do gado. Processo esse adoptado pelo proprietário de um terreno na mesma zona, como solução para o problema da seca que se faz sentir um pouco por todo o arquipélago.

Com isso, António Monteiro garante que pretende “mostrar ao país que é possível ter uma solução para alimentação do gado”.

“Com a forragem, e, num espaço muito curto, entre oito a dez dias coloca-se um quilo de cevada, milho e centeio, para colher, entre oito a 10 quilos, é uma solução extremamente interessante e que pode ajudar aos criadores de gado no momento em que tanto se fala da seca”, diz  o presidente da UCID.

A seu ver, à pensar em termos de resiliência à seca, o exemplo do proprietário, poder ser partilhado junto dos restantes agricultores e criadores de gado, espalhados pelo país, contrastando com as sucessivas reclamações, devido a falta de chuva.

Neste sentido Monteiro lançou um apelo ao governo para tentar implementar essa tecnologia simples ao longo de todas as ilhas, nas várias localidades, onde os criadores de gado passam, neste momento, pela aflição.

“Daí que parte do valor que o governo tem para combater a seca este ano, queremos apelar para que boa parte seja empregada para podermos ter forragem necessária e alimentarmos o gado”, acrescenta.

Na mesma linha o líder dos democratas-cristãos sugere o uso de estufas na produção de tomates e outras hortícolas, rentabilizando o potencial da ilha de São Vicente neste sector. Para tal, a sugestão de Monteiro tem em vista os 30 milhões de euros, que, segundo o governo, a Hungria disponibilizou para Cabo Verde.

“Com base neste recurso e a proposta que o governo tem, que é criar a resiliência contra a seca, para disponibilizar estes agricultores e criadores de gado as condições financeiras necessárias para o efeito. Não é dar, mas sim disponibilizar, mesmo a nível de empréstimo com taxas de juro baixíssimos para que possamos ter as condições normais e suficientes em São Vicente, de modo a que os agricultores possam desenvolver suas actividades de forma tranquila”, conclui.

JF

 

 

 

 

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