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São Tomé e Príncipe: Justiça pede autorização ao Parlamento para ouvir deputados

Nas últimas duas semanas, a Justiça são-tomense tem sido abalada com anúncios de vários crimes de corrupção.

O Ministério Público de São-Tomé e Príncipe pediu autorização à Assembleia Nacional (Parlamento) para interrogar o deputado Delfim Neves como arguido num processo judicial de tentativa de corrupção e solicitou o estatuto “parlamentar” de Osvaldo Vaz para também ouvi-lo no mesmo processo.

Relativamente ao deputado Delfim Neves, vice-presidente do PCD – salient a STP-Press -, o Ministério Público pretende ouvi-lo como arguido no processo, devendo, para o efeito, a obtenção de uma autorização prévia da Assembleia Nacional ao abrigo da lei da República, disse a fonte.

No âmbito desta diligência, Delfim Neves teria sido ouvido, na manhã desta quinta-feira, 14, pela primeira Comissão Especializada da Assembleia Nacional, na perspectiva de um eventual encaminhamento do caso para a sua discussão em plenária.

Relativamente a Osvaldo Vaz, vice-presidente demissionário do MLSTP-PSD (Oposição), o Ministério Público solicitou à Assembleia Nacional o esclarecimento sobre o seu estatuto parlamentar (se é ou não deputado), para que o mesmo também seja interrogado no âmbito do mesmo processo judicial.

As diligências do Ministério Público surgem poucos dias depois de Delfim Neves, vice-presidente do PCD ter negado qualquer envolvimento no caso, tendo sublinhado tratar-se de “uma cabala política” para o atingir face às eleições de 2018 e de Osvaldo Vaz ter apresentado a sua demissão do cargo de vice-presidente do MLSTP-PSD.

Este processo judicial de alegada tentativa de suborno aos magistrados surgiu no âmbito de uma queixa-crime apresentada pelo presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Silva Cravid, contra o seu ex- assessor Justino Veiga, seguida de uma outra movida pelo administrador da Cervejeira Rosema, Nino Monteiro, contra os três acusados.

Nas últimas duas semanas, a Justiça são-tomense tem sido abalada com anúncios de crimes de corrupção, sobretudo, num caso relativo à Cervejeira Rosema, envolvendo juízes, magistrados, deputados, dirigentes partidários e antigos membros do governo, juntando-se, ainda, a um outro dossiê de corrupção referente à compra de aviões da moçambicana LAM.

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