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Luís Filipe Tavares “muito satisfeito” com cimeira “One Planet”

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, manifestou-se, ontem, em Paris "muito satisfeito" com a cimeira "One Planet Summit" a que assistiu

“Saio daqui muito satisfeito porque ouvi, esta manhã, falar dos pequenos estados insulares por mais de quatro vezes. O Presidente [francês, Emmanuel] Macron, o engenheiro António Guterres [secretário-geral da ONU], vários primeiros-ministros e vários intervenientes, testemunhos mesmo de cidadãos oriundos dos pequenos Estados insulares. A nossa causa está a ser ouvida”, afirmou Luís Filipe Tavares.

O governante sublinhou que “a mensagem de Paris é uma mensagem de esperança para Cabo Verde e para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento de África”.

Luís Filipe Tavares constatou “engajamentos importantes” e elogiou a “liderança muito forte” de Emmanuel Macron, destacando também “a mensagem muito forte em relação aos pequenos Estados insulares em desenvolvimento” de António Guterres.

“É um motivo de satisfação para um país como Cabo Verde, pequeno Estado insular em desenvolvimento, ouvir o secretário-geral [da ONU dizer] que a comunidade internacional tem que trabalhar para proteger, financiar e ajudar os pequenos Estados insulares em desenvolvimento. É para mim, cabo-verdiano e ministro dos Negócios Estrangeiros, motivo de grande satisfação”, indicou.

A cimeira “One Planet Summit”, na Seine Musicale, em Paris, é uma iniciativa de Emmanuel Macron para assinalar os dois anos do Acordo de Paris sobre redução de emissões e junta mais de 50 chefes de Estado e de Governo, como o primeiro-ministro português, António Costa, mas também o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.

Estão ainda presentes, por exemplo, o ator Sean Penn, o multimilionário Bill Gates e o ex-governador do Estado da Califórnia, Estados Unidos, Arnold Schwarzenegger. De fora, ficou o Presidente norte-americano, Donald Trump, que não foi convidado já que a cimeira foi marcada depois do anúncio dele ter anunciado a retirada dos Estados Unidos do Acordo do Clima alcançado na Cop21, em Paris, em 2015.

O Acordo de Paris, que entrou em vigor em novembro de 2016, estipula a redução das emissões de gases com efeito de estufa de modo a tentar limitar a subida da temperatura média do planeta a 2º celsius.

As alterações climáticas estão relacionadas com o aumento da frequência de fenómenos extremos de calor, chuva e frio, levando a secas ou cheias, além do aumento do nível das águas do mar.

Para reduzir as emissões, alterando o paradigma económico – para uma economia circular – e apostar na adaptação às mudanças do clima são necessário investimentos muito elevados, uma questão que ainda não está esclarecida entre os países.

Lusa

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