Home » Actualidades » Contrato de gestão da TACV assinado entre Governo e Icelandair deve ser divulgado – Arnaldo Silva

Contrato de gestão da TACV assinado entre Governo e Icelandair deve ser divulgado – Arnaldo Silva

O partido (MpD) que sustenta o governo sempre defendeu “a total transparência na gestão dos negócios públicos, portanto não deve dar azo à oposição para levantar a suspeita” sobre o negócio da TACV, frisou.

O ex-membro do conselho de Administração da TACV (CA), Arnaldo Silva, disse hoje na Cidade da Praia que já é altura de se divulgar o contrato de gestão da transportadora aérea cabo-verdiana assinado entre o Governo e a empresa aérea Icelandair.

“Não vejo que haja razão bastante para não se divulgar o que está acordado. Naquilo que é o interesse público não deve nunca haver uma cláusula de confidencialidade, porque isso leva a suspeição”, sublinhou o jurista, Arnaldo Silva, no final de uma audiência parlamentar.

Segundo Arnaldo Silva, o Governo não tem necessidade de esconder nada. O Governo deve divulgar o contrato e acabar de vez com esta “falsa questão” de que há confidencialidade.

“Acredito que não há nada a esconder e o Governo acabará por fazer a divulgação do contrato de gestão que foi assinado com Icelandair”, salientou Arnaldo Silva.

O partido (MpD) que sustenta o governo sempre defendeu “a total transparência na gestão dos negócios públicos, portanto não deve dar azo à oposição para levantar a suspeita” sobre o negócio da TACV, frisou.

Sobre a reestruturação da TACV, visando a sua privatização, Arnaldo Silva, disse que “o modelo actual não é muito diferente” do que estava previsto no decreto-lei de 2002.

O modelo anterior previa uma empresa estrangeira para gerir a TACV. A empresa americana Sterling foi contratada para fazer a gestão da companhia aérea cabo-verdiana e reestrutura-la para privatização.

“O contrato com a empresa Sterling previa um valor anual praticamente semelhante ao que se está a pagar agora à gestão feita pela Icelandair. Só que resultou em nada”, informou o jurista.

Durante a audiência, Arnaldo Silva disse que a diferença que se nota neste momento é que, enquanto no modelo anterior quem dirigia a TACV era a Sterling, uma empresa da área financeira liderada por um gestor do sector da aviação, no actual a companhia aérea cabo-verdiana está a ser gerida pela Icelandair, uma companhia aérea.

“O decreto-lei de 2002 previa um modelo estratégico, mas o Governo não foi capaz, em 14 anos, de encontrar um parceiro estratégico”, notou.

Em relação à situação actual da TACV, Arnaldo Silva afirmou que a empresa aérea cabo-verdiana chegou “ao descalabro total por erros de várias gestões, desde 2006.

O jurista disse ainda que “a fase negra da TACV começou com a gestão da empresa americana, Sterling, liderada pelo canadiano Gilles Filiatreault e por aí adiante e que a machada final foi com a gestão de António Neves por culpa do Governo que assumiu um processo de mudança de rota desastrosa com impactos financeiros que deixou a empresa praticamente moribunda”.

“Com Gilles Filiatreault, a TACV desatou a abrir linhas para Polónia, Inglaterra. Um caso caricato foi a abertura de linhas para Inglaterra e fazer voo num boeing 735 com 12 passageiros”, lembrou Arnaldo Silva.

O gestor Gilles Filiatreault resolveu também despedir 173 trabalhadores sem o respaldo legal. Na altura a empresa foi condenada a pagar mais 45 mil contos de indeminização”, confirmou o jurista.

Arnaldo Silva disse também que “o gestor desatou a vender o património da empresa e que deveria ser responsabilizado”, na altura.

“A substituição da frota do avião Beleza, passando pela aquisição dos dois aviões 737 que foram adquiridos e que culminou com a apreensão de um deles em fevereiro de 2016, na Holanda”, foram alguns dos exemplos da “fase negra da TACV” apontados pelo Arnaldo Silva.

Inforpress

PartilheTweet about this on TwitterShare on FacebookShare on Google+Email this to someone

Comentário

Notícias Relacionadas

Classificados