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Papa apresenta a Cruz como “bússola segura” e “GPS espiritual” para o Myanmar

Católicos vieram das aldeias, das montanhas, alguns percorrendo centenas de quilómetros a pé.

Depois de dois dias no Myanmar dedicados sobretudo a encontros com as autoridades políticas e militares o Papa Francisco teve esta quarta-feira de manhã o seu primeiro contacto com a Igreja viva do país.

Centenas de milhares de católicos vieram de vários pontos do país, envergando roupas tradicionais das suas respectivas áreas e grupos étnicos, mostrando uma igreja vibrante e em franco crescimento, sobretudo desde que o regime birmanês relaxou o controlo que exercia sobre as confissões religiosas no país.

As três dioceses que até então existiam são agora 16, os padres aumentaram em número de 160 para 900 e as religiosas passaram de 200 para 2400.

A todos estes católicos, muitos dos quais vivem em locais de difícil acesso, o Papa apresentou a Cruz de Cristo como uma “bússola segura” e um “GPS espiritual”. As feridas que existem no país, fruto dos muitos conflitos que o afligem e que atrasam o desenvolvimento regional de algumas regiões, não foram esquecidas por Francisco.

“E da cruz vem também a cura. Lá, Jesus ofereceu as suas feridas ao Pai por nós: mediante as suas feridas, somos curados. Que nunca nos falte a sabedoria de encontrar, nas feridas de Cristo, a fonte de toda a cura! Sei que muitos no Myanmar carregam as feridas da violência, quer visíveis quer invisíveis. A tentação é responder a estas lesões com uma sabedoria mundana”, disse o Papa. “Pensamos que a cura possa vir do rancor e da vingança. Mas o caminho da vingança não é o caminho de Jesus.”

Fonte: Renascença

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