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Myanmar. Começou a visita do Papa a uma das periferias do mundo

Depois de aterrar, Francisco entrou num carro azul escuro (discreto, como gosta) e não tem muitos pontos de agenda para esta segunda-feira, estando apenas previstas saudações aos bispos.

O Papa já aterrou em Rangum, capital da Myanmar. É o início de uma delicada visita a um país budista onde apenas 1,2% da população é cristã.

Depois de aterrar, Francisco entrou num carro azul escuro (discreto, como gosta) e não tem muitos pontos de agenda para esta segunda-feira, estando apenas previstas saudações aos bispos.

Ao jornal “Osservatore Romano”, o arcebispo de Rangum, Charles Bo, reconhecia que, há um ano, não imaginava que uma Igreja tão pequenina (com pouco mais de meio milhão de fiéis católicos) poderia receber a visita do Papa.

Mas Francisco é conhecido como “o Papa das periferias”. Desde o início do Pontificado que tem defendido que o lugar dos bispos é junto das “periferias existenciais”, onde há sofrimento e solidão.

Mynamar é governado por um regime militar que só autorizou a entrada aos jornalistas acreditados pelo Vaticano e não aceitou qualquer tipo de transmissão em directo dos encontros mais significativos relacionados com as autoridades e os líderes budistas.

O país foi ainda acusado pelos Estados Unidos de “limpeza étnica” da minoria muçulmana rohingya e a própria ONU apontou o dedo à Nobel da Paz Aung San Suu Kyi de nada fazer para proteger aquela comunidade.

Rangum tem uma diferença horária de mais 5h30 do que Roma (mais 6h30 que em Lisboa). Por causa disso, durante a viagem de avião, o Papa esteve menos comunicativo com os jornalistas (é sabido que Francisco gosta de se deitar cedo).

Em Myanmar, 91% da população é budista e 1,2% católica (perto de 700 mil pessoas, de um total de 51 milhões). Milhares deslocaram-se de comboio ou autocarro para a capital para poderem ver o Papa.

Francisco vai ainda visitar o Bangladesh, para fugiram perto de 620 mil pessoas da comunidade rohingya, segundo números da Amnistia Internacional, que acusa as autoridades de Myanmar de “crimes contra a humanidade” como homicídio, violação e tortura.

O Exército recusa todas as acusações.

Renascença

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