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Espanha: Rajoy promete trabalhar para independentistas perderem eleições

Oito dos 14 membros do governo catalão destituído estão detidos provisoriamente.

 

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, afirmou que vai trabalhar para que os independentistas catalães percam as eleições regionais de 21 de Dezembro próximo, tendo apelado a uma participação “massiva” na consulta.

“Nós vamos trabalhar para que os movimentos independentistas não ganhem” as eleições, disse Rajoy numa entrevista na rádio espanhola COPE, numa altura em que os partidos políticos da Catalunha estão a preparar as suas listas eleitorais.

Esta consulta popular foi convocada pelo chefe do Governo espanhol em 27 de Outubro passado, no mesmo dia em que decidiu dissolver o Parlamento da Catalunha e destituir o executivo regional, presidido por Carles Puigdemont.

Mariano Rajoy voltou a lançar “um apelo à participação massiva” dos eleitores, para que os partidos constitucionalistas, favoráveis à unidade de Espanha, possam ganhar essa consulta eleitoral.

Os partidos separatistas ganharam as eleições regionais em 2015, o que lhes permitiu formar um governo que organizou um referendo de auto-determinação em 1 de Outubro ultimo, que foi considerado ilegal pelo Estado espanhol.

Mariano Rajoy explicou que as eleições de 21 de Dezembro foram organizadas para permitir “interromper a aplicação” do artigo 155.º da Constituição espanhola, que permitiu a intervenção do Governo central na região.

Oito dos 14 membros do governo catalão destituído estão detidos provisoriamente, enquanto estão a ser investigados por alegado delito de rebelião, sedição e peculato.

O presidente do governo catalão demitido, Carles Puigdemont, está ausente em Bruxelas com outros três membros do seu executivo e irá apresentar-se às eleições como cabeça da lista “Juntos pela Catalunha”, que pretende que seja mais abrangente do que o seu Partido Democrático Europeu da Catalunha (PDeCAT).

Rajoy recordou que todos os anteriores dirigentes catalães, mesmo os detidos, “podem apresentar-se às eleições, visto não terem sido considerados inelegíveis” pela Justiça, apesar de terem sido “inabilitados politicamente” por terem “enganado os cidadãos catalães”.

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