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Binter Cabo Verde transportou 230 mil passageiros inter-ilhas num ano de operações

Este Domingo, 12 de Novembro, a Binter Cabo Verde celebra um ano da entrada das operações nas rotas domésticas do país.

Tudo começou com a rota triangular, Praia, São Vicente, Sal, para em Agosto de 2017 a Binter assumir por exclusivo os voos inter-ilhas do país.

Raul Zapico, director da companhia faz um balanço positivo das operações e recorda que tudo começou apenas com uma aeronave, para, depois, num espaço de apenas um ano, a Binter Cabo Verde conseguir trazer mais duas aeronaves. “Agora já temos três aviões a voar em Cabo Verde”, afirmou esta manhã Raul Zapico em conferência de imprensa na capital.

Este balanço positivo é ainda sustentado pelos números, que no entender de Zapico, mostram que a empresa está no bom caminho.

“Dependendo do dia fazemos entre 24 a 36 voos diários, ligando as ilhas do arquipélago. Só em Agosto foram transportados 44 mil passageiros, Setembro 35 mil e no mês de Outubro 30 mil. Temos 35 mil previstos para Novembro e 45 mil para Dezembro, devido à época do Natal”.

Quanto ao desempenho das rotas, o director da Binter Cabo Verde prefere não falar de rotas rentáveis, mas sim avaliar as operações domésticas como um todo.

“Temos rotas que são boas porque têm muitos passageiros, sobretudo as rotas do triângulo Praia, São Vicente e Sal. Depois temos a rota do Fogo que também tem muita procura e é a nossa quarta rota mais importante”.

Além destas rotas, Zapico destaca as operações para a Boa Vista, ilha que “também está a ter um “bom desempenho”, devido ao desenvolvimento turístico.

“Agora já conectamos Boa Vista com Sal e também com Praia. Depois temos Maio e São Nicolau cujo desempenho das rotas está mais complicado porque ainda não temos voo diário, mas, com o tempo, a nossa intenção e que essa rota venha a ser mais desenvolvida ao nível de passageiros para fazer um voo diário para cada uma dessas ilhas mais pequenas”, avançou.

Escoamento passageiros via Sal garantido

Como já é do domínio público, a partir de Janeiro, os voos internacionais da TACV serão operados a partir do Sal, deixando de haver ligações directas da TACV entre a Praia e o exterior.

Essa medida está a deixar muitos utentes apreensivos sobretudo ao nível das ligações com as outras ilhas a partir do Sal, mas também devido ao transporte de cargas, que como se sabe é elevado em matéria de voos internacionais.

Raul Zapico diz que para já a Binter Cabo Verde “não tem” perspectivas para adquirir um cargueiro, mas esclarece que “quando esse projecto da TACV se tornar realidade”, a companhia irá “ver se há ou não necessidade real para trazer mais um avião”.

Em relação aos passageiros, Zapico desdramatiza e diz que já está assegurada uma parceria entre a  Binter Cabo Verde e a TACV para fazer escoamento dos passageiros do Sal.

“Já temos uma parceria com a TACV. Os passageiros internacionais da TACV que precisam de voos domésticos, somos nós que os transportamos. O protocolo foi assinado desde que ficamos a fazer o transporte inter-ilhas sozinhos no mercado doméstico”, concluiu.

Actualmente a Binter Cabo Verde opera com três aeronaves para todas as ilhas do país e emprega cerca de 116 funcionários, na sua maioria cabo-verdianos.

Entrada no capital concluída até Junho 2018

Depois de ter iniciado as operações com capital próprio, e depois da abertura demonstrada pelo Governo, a Binter Cabo Verde mostrou-se também disponível para abrir o capital social da empresa ao Estado.

Nesse acordo está previsto que o Governo de Cabo Verde venha a ter uma participação de 49% na empresa. Porém, essa participação ainda não foi efectivada.

Em entrevista aos jornalistas, José Gonçalves, ministro da Economia e Emprego, garantiu que o processo está ainda a ser “discutido” e que essa participação será feita de forma faseada, sem avançar  grandes pormenores, nem quanto é que isso irá custar aos cofres do Estado.

A primeira fase, que prevê 30% do capital, em modo de “compensação” da Binter Cabo Verde ao Estado, deverá ficar concluída até final deste ano e a segunda fase, que diz respeito aos restantes 19%, deverá ser concluída até Junho de 2018.

Também o director da Binter Cabo Verde Raul Zapico avançou que a operação da entrada do Governo no capital da empresa está a seguir os trâmites legais e que os advogados de ambas as partes estão a ver a “melhor forma” de efectivar essa parceria, “de facto”.

GC

 

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