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UCID pede projecto de mobilização e transporte de água para criadores em dificuldades

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) pediu hoje ao Governo para avançar com um projecto de mobilização e transporte de água para acudir os agricultores e criadores de todo o país.

É que, segundo o presidente da UCID, António Monteiro, em conferência de imprensa na manhã de quarta-feira (8) no Mindelo, “isso de prometer fundos que serão operacionalizados em Dezembro pode ser tarde de mais”.

Neste momento, concretizou, “o importante é mobilizar e transportar” água, através de auto-tanques ou recorrendo a outros meios, para que as pessoas  afectadas com o mau ano agrícola possam salvar o gado e, assim que os fundos estiverem disponibilizados, se faça o pagamento do trabalho de mobilização e transporte da água.

Concordando, embora, com as “medidas relevantes”, como referiu, anunciadas pelo Governo para se fazer face ao mau ano agrícola, Monteiro lamentou, ainda assim, que as mesmas “tardam em acontecer na prática”.

“E, não estando a acontecer, temos infelizmente milhares de famílias em situação extremamente grave, quer nível da agricultura de subsistência, quer a nível da criação de gado”, concretizou António Monteiro.

Por isso, o líder da UCID pediu ao Governo para “acelerar o processo” para que as pessoas “sintam na prática” a intenção do Governo, lembrado que, até hoje, 08 de Novembro, “sequer foi publicado” no Boletim Oficial “a questão da linha de crédito dos 50 mil contos”.

António Monteiro fez-se acompanhar na conferência de imprensa por um agricultor de Agriões de Chã de Pedra (Santo Antão), o qual deu conta de chefes de família a abandonar a ilha, de animais que estão a perder as criações por falta de água e pasto, e, por isso, pediu medidas “no imediato”.

O agricultor Lenine Oliveira confirmou que o ano agrícola em Santo Antão “é igual a zero” e que se as medidas não chegarem a tempo, em Dezembro, vai acontecer a dizimação do gado e o incremento da “emigração forçada” dos que trabalham a terra, e “não só”.

Fonte: Inforpress

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