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Reestruturação interna do futebol cabo-verdiano constitui uma das prioridades da nova equipa federativa

Segundo Mário Semedo, a reestruturação do futebol nacional passa por uma “melhor organização, mais rigor, mais disciplina e mais competitividade”.

A reestruturação interna do futebol nacional constitui uma das prioridades da nova equipa da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), liderada por Mário Semedo, empossada hoje no cargo para um mandato de quatros anos.

No seu discurso na cerimónia de posse, realizada hoje, na Cidade da Praia, Mário Semedo sublinhou que a prioridade é o futebol interno, tendo em conta que durante algum tempo fez-se uma aposta “muito forte nas selecções nacionais e com resultados palpáveis”.

Segundo Mário Semedo, a reestruturação do futebol nacional passa por uma “melhor organização, mais rigor, mais disciplina e mais competitividade”.

“Por isso, queremos é testar um novo modelo do campeonato nacional de futebol na próxima época”. Vamos implementar um modelo que passa inicialmente por 14 equipas em que todas as regiões desportivas estão presentes na primeira edição, mas que depois a performance de cada clube ou região vai ditar se continua na primeira liga ou poderá descer para a segunda liga”, explicou Mário Semedo.

O novo presidente da FCF disse que a sua equipa vai criar também as condições necessárias para que os clubes possam, de facto, exercer a sua actividade convenientemente nos próximos tempos.

“Os clubes têm uma história interessante em Cabo Verde. Têm funcionado muitas vezes quase como agências de emprego. Muitos jogadores conseguem emprego, bolsa de estudo, através dos clubes. Muitas famílias se constituíram também a partir das actividades dos clubes”, realçou Mário Semedo.

Sublinhou que o clube em Cabo Verde é um elemento social muito importante e um parceiro na procura de emprego. “Por isso, deve ser devidamente valorizado na sociedade cabo-verdiana”.

Tendo em conta a importância dos clubes no desenvolvimento do futebol, o novo presidente da FCF prometeu criar um fundo que visa apoiar estas estruturas desportivas a nível pecuniário, dos equipamentos e materiais desportivos.

“Há grandes e pequenos clubes. É difícil definir esse conceito de grande e pequeno, mas temos a noção de clubes que podem mais e outros que podem menos”, esclareceu o recém-empossado.

Nesta perspectiva Mário Semedo disse que é importante também que haja “alguma discriminação positiva” para apoiar todos os clubes e os dirigentes que ao longo dos anos vem dando o seu melhor no futebol.

Na ocasião, o novo presidente da FCF lançou um repto ao governo no sentido de reforçar o financiamento do futebol, através da taxa do turismo.

“Penso que uma parte desta taxa poderá ser orientada para formação, visando o desenvolvimento do futebol nacional”.

Também é importante que se passa a exigir as equipas que queiram participar no campeonato da primeira divisão tenham equipas de escalão de formação, defendeu Mário Semedo.

“Juntamente com o governo vamos trabalhar numa legislação para que as equipas que estejam na primeira divisão tenham pelo menos duas equipas de formação”, salientou.

A nova equipa da FCF vai ainda exigir que os treinadores que orientam os clubes tenham um nível de formação que se vai estabelecer a nível do país.

A associações dos treinadores será um parceiro importante neste processo, disse Mário Semedo, que prometeu criar oportunidades de formação para depois exigir também que os treinadores tenham uma formação mínima para orientar uma equipa.

“Vamos também exigir que as equipas e associações desportivas tenham uma contabilidade organizada. A FCF está disposta para ajudar na montagem da contabilidade dos clubes e associações regionais de futebol”, garantiu.

Em relação a diáspora cabo-verdiana, Mário Semedo prometeu criar núcleos da FCF nas comunidades cabo-verdianas, sobretudo nos países que acolhem a emigração, nomeadamente, Estados Unidos, Portugal, Luxemburgo, França, Holanda e Senegal.

“Temos que nos associar as escolas existentes na emigração com a marca Tubarões Azuis. Temos que criar a identidade das crianças e jovens que nasceram na diáspora com o país e o Tubarão Azul desde pequeno”, salientou o presidente da FCF.

Do programa da nova equipa da FCF consta também o reforço da cooperação internacional, visando o desenvolvimento do futebol cabo-verdiano.

Mário Mendes dos Reis Semedo (Mário Semedo) foi eleito a 28 de Outubro último presidente da FCF, cargo que tinha ocupado por 16 anos.

O acto eleitoral aconteceu na sede da FCF, na Cidade da Praia, tendo escrutínio resultado em sete votos a favor de Mário Semedo contra quatro do seu opositor Mário “Donnay” Avelino, tendo o evento contado com presença das 11 associações subscritas.

Gerson Melo, Joel Barros, Inácio de Carvalho, Lito Semedo, Paulo Santos e Rui Évora, como vice-presidentes, Álvaro Cruz (Mesa da Assembleia-geral), Hernâni Soares (Conselho de Justiça), Luís Aguiar (Conselho Fiscal), Samuel Cosmos (Conselho de Disciplina) e Nélson Barbosa (Conselho de Arbitragem) são os membros da nova equipa FCF.

Inforpress

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