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Insegurança na Capital: Onda de assaltos preocupa moradores de Achada Mato

Os moradores de Achada Mato na cidade da Praia estão preocupados com a onda de assaltos em residências e na via pública que vêm sofrendo. Desesperados, apelam por uma maior presença policial no bairro.

Não têm faltado relatos de vítimas de assaltos protagonizados por grupos organizados na Achada Mato. Um dos exemplos é o caso da casa de Celina. Esta cidadã, divorciada e mãe de filhos menores, conta que acordou na madrugada do passado dia 17 com três indivíduos por cima dela. Dois dos larápios estavam armados. Felizmente, naquele dia estava sozinha em casa; os filhos tinham ido dormido em casa de um familiar.

A mulher relata que os ladrões, todos mascarados, a chamaram pelo nome, o que a deixou intrigada se eles não seriam vizinhos ou pessoas conhecidas. No entanto, diz que não conseguiu reconhecer nenhuma das vozes.

Celina conta ainda que os bandidos a ameaçaram com uma pistola na cabeça e levaram todo o dinheiro que ela tinha em casa. Além disso, relata, ficou sem as compras do mês que havia feito naqueles dias. E como se não bastasse, um dos assaltes perguntou se ela tinha preservativos em casa porque queria fazer sexo com ela. Felizmente, um dos meliantes falou dos perigos de sexo sem protecção e os comparsas não quiseram arriscar.

Ainda no mesmo dia…

Depois de assaltar a casa de Celina, o grupo abordou um carro de entrega de pães, tendo levado todo o dinheiro que havia na viatura.

Um morador ouvido pelo A NAÇÃO, sob anonimato, diz que os assaltantes são pessoas da redondeza. A mesma fonte relata ainda casos de um morador a quem foi roubado um porco no chiqueiro, de uma vendeira de banana que ficou sem o seu dinheiro quando, de manhã cedo, ia comprar o produto para a revenda.

O nosso informante conta vários episódios de assaltos na Achada Mato, bairro dos arredores da capital, onde abundam vários problemas sociais, como droga e alcoolismo, a par do desemprego. Por outro lado, a localidade é rodeada por outros bairros com iguais problemas.

Uma outra fonte, também em anonimato, afirma que Achada Mato é, por estes dias, um bairro de assaltantes. Tudo isto, diz, poderia ser evitado caso houvesse uma maior presença policial na zona.

“Faz-se tanta propaganda acerca do reforço policial, mas aqui raramente se vê uma viatura da Polícia Nacional. Nem quando são chamados costumam aparecer. Os bandidos já sabem que estamos nas mãos deles e aqui salva-se quem puder”, afirma.

E o que diz a Polícia?

Sobre o assunto, A NAÇÃO tentou ouvir a Polícia Nacional, mas sem sucesso. Aliás, há semanas que aguardamos pela resposta de um pedido de entrevista com o porta-voz da PN na cidade da Praia. Entretanto, fontes bem posicionadas afirmam que o tão falado policiamento de proximidade é, na verdade, um “policiamento de visibilidade”.

Isto porque bairros mais problemáticos, com falta de iluminação pública e com historial de assaltos e tiroteios, como é o caso da Achada Mato, não vêm policiais. Segundo as mesmas fontes, os agentes estão distribuídos no Palmarejo, Avenida de Tira Chapéu, Achada de Santo António e Avenida Cidade de Lisboa. Ou seja, conclui, “só onde passam os políticos e a classe média-alta”.

G.S.F.

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