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Artesãs satisfeitas com experiência do IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Local

Os artesãos fazem um balanço positivo do evento.

Quem participou no IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Local que terminou esta sexta-feira,20, na Praia, não ficou indiferente à forte componente cultural.

Feira do livro, feira de artesanato, mostra de produtos locais e espectáculos de dança e música, foram divididos entre o extenso programa de sessões e encontros que ascenderam a mais de meia centena.

Entre as plenárias ou as sessões interactivas, os intervalos serviram para muitos conhecerem o artesanato, e outras obras de arte, que se faz por cá e fazerem algumas compras, com o Natal quase à porta.

Com artesãos vindos de todas as ilhas juntamente com as comitivas dos diferentes municípios do país, o momento não foi só de vendas, mas de promoção e troca de experiências e conhecimentos.

Antónia Martins deixou o município dos Mosteiros, no Fogo para se “aventurar” mais uma vez na capita.

“Já participei em várias feiras fora do Fogo. O AME, o Fonartes…acho que é muito importante sairmos da nossa zona para promovermos o nosso trabalho, senão não é divulgado”, diz orgulhosa, enquanto mostra ao A NAÇÃO alguns dos trabalhos que trouxe da ilha do vulcão.

Doces caseiros, produtos de corte e costura, customização de tecido africano e panu de terra, rendas, bordados e até trabalhos reciclados, são alguns dos produtos que trouxe na bagagem.

O Fórum foi útil para ajudar a divulgar. Espero que sirgam mais iniciativas destas”, perspectiva.

Quanto às vendas, não esconde que foram “muito positivas”, ao contrário do que acontece lá na terra do café, onde costumam ser “lentas”.

Do Fogo para Santiago, viajamos até ao stand de São Domingos para conhecer Augusta Ribeiro. Uma artesã local, actualmente a residir na Calabaceira.

“Como faço trabalhos manuais e artesanato decidi também participar neste Fórum, porque é importante divulgar a minha arte para ser conhecida”, conta orgulhosa.

Augusta estiliza peças de decoração e utilidade para a casa com recurso a coisas básicas como o cimento e simples toalhas de banho ou panos da loiça. Peças no mínimo criativas e resistentes. Fruteiras ou vasos de flores podem ser alguns dos produtos finais.

À semelhança de Antónia, também Augusta faz um balanço positivo. “Permitiu-me adquirir alguns conhecimentos e trocar ideias com pessoas e artesãos de outras ilhas”.

“Venham mais feiras”, finaliza.

GC

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