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PM: “Cabo Verde vai atingir os ODS, mesmo com os riscos políticos que isso possa comportar”

Do Fórum resultou a Declaração da Praia. Doze medidas a serem assumidas por todos os países envolvidos.

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, firmou ao início desta tarde, na capital, o compromisso de Cabo Verde atingir os 17 Objectivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas no horizonte 2030.

O compromisso foi assumido e testemunhado pelos 2800 participantes do IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Local que chegou esta sexta-feira, 20, ao fim, no Estádio Nacional de Cabo Verde.

Ulisses Correia e Silva que presidiu o encerramento do encontro enalteceu que a primeira condição para vencer esses objectivos” é ter deespreendimento relativamente a ciclos de poder e ter compromisso com ciclos de desenvolvimento”.

Na sua óptica, o desenvolvimento local “pressupõe actores locais” e “exige partilha de poder político e partilha de poder em relação à sociedade”, porque “sem sociedades activas, proactivas não teremos actores locais”.

Nesse contexto, destacou o conceito de “Estado-parceiro” “adoptado” pelo seu Governo, que quer dizer Estado de partilha. “Partilha de poder, partilha de recursos e criar espaço de participação”, frisou.

Declaração da Praia

Depois de quatro dias de intenso debate, troca de ideias e experiências, os delegados do Fórum que juntou 2800 participantes, de 85 países, 700 dos quais do continente africano, produziram a Declaração da Praia.

Um documento com 12 medidas a serem assumidas por todos os países intervenientes, mas coube a Manuel de Pina, presidente da Associação Nacional de Municípios de Cabo Verde, de ler a Declaração da Praia.

Entre os compromissos assumidos fica o papel do DEL “como um vetor de coesão sócio – económica e territorial permitindo sinergias e reduzindo as disparidades através de cooperação e parcerias territoriais, e aproveitando da alternativa dinâmica do Sul- Sul e cooperação triangular”.

Outra das conclusões é o “papel fundamental dos Governos Locais e Regionais e das suas associações, e do diálogo entre cidades para a aprendizagem mútua, permitindo processos efetivos e inclusivos de DEL em articulação com governos e políticas nacionais, e em particular, com o papel importante das cidades intermediárias em promover a relação urbana – rural e a integração através da produção e padrões de consumo sustentáveis”.

Não menos importante é o ponto 4 da Declaração da Praia que destaca o “papel transformador fundamental do sector privado – e especificamente das PME e suas redes– em possibilitar parcerias e sinergias para a implementação das ODS, ao nível territorial, através da criação de empregos decentes, práticas de inovação compartilhadas e inclusivas”.

Inclusão, partilha, empoderamento, capacitação e dar mais “vez e voz” aos actores enquanto pilares decisivos no desenvolvimento local, foram algumas das palavras mais destacadas ao longo dos quatro dias.

Cai assim o pano sobre o primeiro Fórum de Desenvolvimento Económico Local organizado em África e que teve Cabo Verde como anfitrião.

Mais de 600 colaboradores, distribuídos por 20 empresas e instituições públicas, uma equipa de 38 redatores, 48 intérpretes, 70 voluntários universitários, 800 agentes da Polícia Nacional, 100 jornalistas, nacionais e estrangeiros, são alguns dos números desta mega operação levada a cabo no Estádio Nacional, sem contar com a forte componente cultural extensiva a vários bairros da capital.

O Fórum Mundial contou com cerca de 200 oradores, distribuídos por 50 sessões, com o público a intervir de forma sistemática e interessada ao longo de todas as sessões.

O 4º FMDEL foi uma organização do Governo de Cabo Verde, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e com as Redes globais de Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU) e Regiões Unidas (ORU FOGAR), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD), contando também com o apoio e especialização de parceiros-chave como o Fundo Andaluz de Solidariedade Internacional (FAMSI), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e a Cidade Metropolitana de Turim, enquanto anfitriã da 3ª edição.

A próxima edição acontece daqui a 2 anos, e o sucessor de Cabo Verde ainda não foi escolhido.

GC

 

 

 

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