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Cadeia de São Martinho – mulheres revoltadas com impedimento de visitarem companheiros presos

Segundo uma nova medida da Direcção daquele estabelecimento prisional, apenas as mulheres casadas e os familiares de primeiro grau podem visitar os reclusos.

Doriana de Pina é uma das revoltadas. Segundo conta ao  A NAÇÃO, desde o dia 29 de Setembro que estão sendo barradas na entrada da Cadeia de São Martinho. “Impediram a nossa entrada, alegando que nós, companheiras dos presos, não temos o direito de entrar. Disseram que apenas as que são casadas é que têm este privilégio. Não somos casadas, mas vivemos, maritalmente com eles, algumas há vários anos”, denuncia De Pina, afirmando que os seus presos “estão a passar fome”.

E justifica: “A Cantina está fechada e não têm como encontrar algo para comer. Só têm a comida da Cadeia, que nem sempre é grande coisa”, acrescenta Doriana, completando que, apesar de almoçarem ao meio-dia, os presos sempre precisam de alguma coisa para comerem, “porque é péssima” a comida da Cadeia.

A acreditar em Dariana Pina, mais de 30 mulheres estão nesta situação. “Somos tiradas da fila de uma forma violenta, ameaçam-nos com paus e já houve casos de agressão”, manifesta, revoltada.

Ainda ela, “os guardas prisionais dizem que ali, eles que é que mandam”.

Para De Pina, “só queremos ver” os “nossos presos”, dos quais, “muitos presos não estão a receber visitas porque só têm o consolo e amparo” das suas companheiras.

“Algumas das mães não podem vir, por causa do trabalho; outras estão no estrangeiro, doentes, e até mortas. Devemos entrar, já que todos eles têm direito a uma visita”, sustenta, concluindo que “a Direcção da Cadeia está a violar, flagrantemente, os Direitos Humanos”.

Este jornal tentou obter uma reacção da Direcção da Cadeia de São Martinho e da Direcção-Geral dos Assuntos Penitenciários, mas ninguém respondeu à nossa solicitação. Entretanto, fonte do  A NAÇÃO junto da Cadeia de São Martinho, defende que, “grande parte destas mulheres, inventam que são esposas dos detidos, para irem fazer das suas”.

GSF

Esta peça pode ser lida na integra na edição impressa nº527 do Jornal A NAÇÃO

 

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