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Campeão nacional de ténis eleva bandeira cabo-verdiana em Portugal

Eduíno Santos Oliveira é, actualmente, o campeão Nacional em Ténis, depois de derrotar, na final disputada em Julho, o adversário Marvin Rodrigues. Mais recentemente, o jovem sanvicentino participou em dois torneios em Portugal. Estes últimos, “valeram pela experiência”, tendo em conta o nível competitivo que encontrou.

  Santos Oliveira ou “Didi”, como é conhecido pelos mais próximos, tem 28 anos, e é, presentemente, o principal rosto do ténis nacional. Conquistou o Título Nacional, em Julho, frente a Marvin Rodrigues, que é, também, uma referência desta modalidade em Cabo Verde. Na final, Eduíno confirmou o favoritismo, sobrepondo-se a Marvin, pelos parciais de 6-4 e 6-0.

Nesta edição do Nacional, Eduíno não encaixou qualquer derrota. De resto, “é uma exigência” que o atleta impôs a si próprio. Já participou em várias provas, nomeadamente: torneios do Município de São Vicente, de Inverno, da Páscoa, além do Nacional. “Ganhei muitas provas, em todos os escalões, principalmente este ano, em que já venci seis títulos consecutivos”, avança ao  A NAÇÃO.

A “performance” do tenista – nas várias provas em que já participou – é o fruto de um longo trabalho, que se vem arrastando desde os oito anos, altura em que começou a prática da modalidade. “Na ocasião, o meu treinador era o Luís Melo (Lulu)”, lembra.

Por conta da sua formação, o tenista viveu durante alguns em Portugal, onde evoluiu tanto como atleta e como treinador.

“Formei-me no Clube de Ténis do Jamor,  em Lisboa, e também trabalhei como treinador, nesse mesmo clube. Fui treinado por António Semedo, o actual seleccionador de ténis de Cabo Verde. Ele teve um papel importante na minha evolução, tanto quase o treinador José Semedo”,  revela.

 De regresso à sua ilha-natal (São Vicente), Eduíno fundou a sua própria Escola de Ténis: Academia Edu Oliveira. “Esta instituição tem o grande objectivo de potencializar esta modalidade, a partir da formação, uma das lacunas do desporto nacional”, explica ao  A NAÇÃO.

Experiência internacional

Durante o mês de Setembro, “Didi” teve duas experiências internacionais, no que diz respeito a competições. Fez a sua estreia no “PRO CIRCUIT ITF Portugal F19 Future”, no dia 17. Na ronda inicial, venceu o australiano, Sam Ryan Ziegann,  pelos parciais de 7-5 e 7-6. Na segunda ronda foi eliminado pelo português Tomás Almeida, pelos parciais de 6-1 e 7-6.

No passado sábado, 23, o tenista entrou, novamente, num “court” de ténis. Desta feita, no “Open Oliveira de Azeméis”, onde enfrentou o português, Fábio Coelho. O atleta luso levou à melhor, pelos parciais de 6-1 e 6-2.

Pelas dificuldades que encontrou no embate com Coelho, “Didi” não tem dúvidas de que foi “o adversário mais complicado”, que já teve pela frente. “Foi o mais difícil, pela variação de jogo, pela atitude ofensiva, e, também, pelo facto de o ter enfrentado num dia menos inspirado, onde não pude encontrar o meu próprio ritmo”, argumenta.

Acredita ter “feito uma boa prestação” nestas duas provas, tendo em perspectiva a experiência alcançada, visando a preparação para os próximos torneios. “Cada participação será um crescimento, o que permitirá estar mais próximo dos objectivos traçados”, sustenta.

Desafios e futuro

Esta experiencia internacional só foi possível com a mobilização de recursos, por parte de uma empresa que pertence à sua família”: a “Oliveira Tropicana”.

Aliás, a mobilização de recursos financeiros para participar em competições internacionais, “é apenas um dos grandes desafios” nesta modalidade de pouca expressão, quando comparada com as colectivas.

Há outros desafios: falta de “campos em boas condições para a prática da modalidade, técnicos com formação e experiência, material desportivo, entre outros”.

Para o futuro, as ambições de “Didi” giram à volta da progressão na carreira, “elevando, cada vez mais, a Bandeira de Cabo Verde”, em ordem a ser “um modelo para os mais novos”.

E conclui, com a seguinte revelação: “Quero entrar para o ‘ranking’ ATP e ser um modelo para os jovens praticantes de ténis, contribuindo para a formação de grandes mulheres e homens no meu desporto de eleição”.

 

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