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Maritza Rosabal de bola baixa: “Vamos abrir um inquérito para apurar responsabilidades”

Ao contrário de outros momentos, em que se mostrou muito senhora de si, por vezes numa atitude de confronto, aquela governante adotou desta feita uma postura mais contida e moderada

A ministra da Educação, Maritza Rosabal, revelou esta noite ao telejornal que vai abrir um inquérito para apurar as responsabilidades em relação aos erros existentes nos manuais de matemática do primeiro ao quarto ano. E confirmou que Adriana Mendonça, antes da celeuma, havia já manifestado a intenção de deixar o cargo de diretora nacional de Educação.

Ao contrário de outros momentos, em que se mostrou muito senhora de si, por vezes numa atitude de confronto, aquela governante adotou desta feita uma postura mais contida e moderada. “Vamos abrir um inquérito para apurar as responsabilidades”, disse.

Isto no mesmo dia em que o presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, no período da manhã, defendeu a necessidade de não se justificar os erros do presente com os erros do passado, e que na vida pública deve haver o princípio da responsabilidade.

Rosabal reiterou, contudo, que os manuais não vão ser retirados do mercado, estando, em vez disso, o seu ministério a procurar soluções para atenuar ou resolver o problema dos erros, com produção de erratas, recursos às novas tecnologias, etc. “As erratas são para os professores”, esclareceu, continuando a defender a qualidade dos materiais produzidos com a ajuda da cooperação e de especialistas suecos e que os referidos materiais são “experimentais”.

Um facto não menos surpreendente foi a revelação da ministra de que os manuais foram distribuídos mal chegaram a Cabo Verde, sem que ninguém se tivesse lembrado de verificar se estavam bem ou não. “Ninguém pensava que o manual tivesse essas questões”, disse ela, referindo-se aos erros, insistindo, apesar disso, que as “questões” em causa não invalidam os manuais.

Maritza Rosabal fez também a defesa da diretora nacional da Educação, Adriana Mendonça, descrevendo-a como um quadro abnegado e que a mesma tem sido “maltratada” pelos críticos dos manuais. E nisso confirmou também a notícia avançada pela edição desta quinta-feira do jornal A NAÇÃO de que Mendonça, antes desta celeuma, já havia manifestado a intenção de deixar as suas funções. Alegadamente, segundo a entrevistada do Telejornal, por se sentir cansada.

 

 

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