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São Vicente: Grupos querem que Ministério de Cultura dobre subvenção ao Carnaval mindelense

Qualificando o montante atribuído para o Carnaval 2017 de “manifestamente insuficiente”, os grupos carnavalescos de São Vicente querem que o Ministério da Cultura aumente para o dobro a subvenção atribuída.

Um desejo tornado público, nesta quinta-feira, 28, no acto de apresentação da LIGA – “Grupos unidos pela excelência do Carnaval mindelense”, que inclusive já se encontra registado como firma.

Essa entidade demonstra a decisão das escolas de samba de São Vicente em juntarem-se para engrandecer cada vez mais essa marca registada da ilha do Monte Cara, mas também para algumas mudanças no próprio regulamento da festa do Rei Momo sanvicentina.

“Pensámos, e é o interesse de todos os grupos, que seja adoptado, ajustando à medida dos interesses dos grupos, este regulamento de avaliação do Carnaval 2018 que deverá ser submetido à apreciação da Câmara Municipal nos próximos dias”, explicou o porta-voz da LIGA, António “Patcha” Duarte, adiantando que um dos quesitos a mudar será o anonimato e aumento dos júris na competição.

Um dos pontos da conferência de imprensa que tinha como outros objectivos fazer um balanço do workshop, organizado pelo cantor brasileiro Dudu Nobre e sua equipa, no último mês de agosto, e ainda falar sobre o financiamento do Carnaval mindeelense.

Relativamente ao segundo item, Patcha Duarte assegura que os grupos ficaram “extremamente satisfeitos” com essa troca de experiência e com o que puderam absorver do Carnaval do Riu de Janeiro. Tanto assim é, que como forma de dar continuidade e por iniciativa também da Câmara Municipal de São Vicente, já se prepara uma “missão” à cidade brasileira para constatar in loco o início dos trabalhos do carnaval carioca.

A comitiva mindelense é composta por 15 pessoas que pretendem viajar para Brasil entre 27 novembro a 4 de dezembro.

Finalmente, mas não menos importante, foi abordado a questão financeira que como assegura aquele porta-voz tem sido motivo de “preocupação” para todos os grupos. Isto porque, ao contrário do que aconteceu no ano passado, até agora não têm informações se o Ministério da Cultura vai financiar o evento, qual o montante e nem o calendário da disponibilização da verba, desabafa.

Mas já vão avançando que a verba disponibilizada para o Carnaval 2017, mil contos para os grupos oficiais e 800 contos para a Escola de Samba Tropical, mostrou-se “manifestamente insuficiente”. Por isso pedem que esta seja reforçada, no mínimo ao dobro” ,considerando a mediada “crucial” para manutenção da qualidade da festa em São Vicente. Um mesmo “reforço” que também almejam que seja feita no subsídio atribuído pela CMSV.

LN

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