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PGR preocupado com caso de polícias suspeitos de assaltos

Os suspeitos, dois deles elementos da Brigada de Investigação Criminal e outro da Polícia Fiscal, podem estar ainda envolvidos em outros crimes

O Procurador-Geral da República manifestou-se preocupado com o caso de três polícias suspeitos de assaltos a residências na ilha de Santiago e confirmou que o caso está a ser investigado pelo Ministério Público.

Esta semana, o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, confirmou que a Polícia Judiciária (PJ) está a investigar três agentes da Polícia Nacional (PN) por suspeitas de assaltos a residências na ilha de Santiago.

Os suspeitos, dois deles elementos da Brigada de Investigação Criminal e outro da Polícia Fiscal, podem estar ainda envolvidos em outros crimes, indicou o governante, notando, porém, que o caso não põe em causa a imagem da instituição nem a motivação dos seus funcionários.

O caso foi revelado pelo semanário “A Nação”, que avançou que os agentes policiais terão sido filmados por câmaras de vigilância durante um assalto a uma casa na cidade da Praia e que a PJ já efetuou buscas nas casas dos três suspeitos na capital cabo-verdiana.

Questionado hoje pela imprensa, o Procurador-Geral da República, Óscar Tavares, informou que o caso já está a ser investigado pelo Ministério Público.

“O processo decorre nas estruturas do Ministério Público, da entidade responsável pela investigação. São situações que nos preocupam, obviamente, porque os órgãos e agentes da autoridade têm o dever e a função de combater a criminalidade”, afirmou.

O PGR falava à imprensa após uma audiência com o presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Jorge Santos, a quem entregou o relatório anual sobre a situação da justiça no país, referente ao ano judicial 2016/2017.

Óscar Tavares disse que “será sempre um paradoxo” ter dentro das instituições pessoas que cometem crimes, quando deveriam ser elas a combater a criminalidade no país.

“Essa é a realidade que temos de enfrentar, mas esperamos que num horizonte relativamente curto possamos concluir a investigação desse processo e impôr necessariamente a responsabilização criminal e fazer com que as pessoas que cometeram esses factos possam ser responsabilizadas”, prosseguiu o magistrado.

Óscar Tavares considerou que o combate a tais práticas impõe desafios internos, a todas as instituições e toda a sociedade cabo-verdiana.

“Ninguém está livre de ter esse tipo de comportamento, pelo que a vigilância e o controlo devem estar sempre permanentes, no recrutamento, mas também no acompanhamento”, disse, entendendo que isso deve ser mais exigente aos órgãos que têm a responsabilidade de combater a criminalidade.

Lusa

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