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Estudo da ONU e OIT: Escravidão atinge 40 milhões de pessoas no mundo

Dezasseis milhões de pessoas trabalham em condições de escravidão como domésticas, na construção civil ou na agricultura.

Um total de 40 milhões de pessoas no mundo ainda são vítimas da escravidão, enquanto outras 152 milhões de crianças são obrigadas a trabalhar.

Estes dados divulgados, nesta terça-feira, 19, pela ONU e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), revelam que a escravidão moderna é ainda uma realidade.

O levantamento aponta que mulheres e meninas são desproporcionalmente afectadas. Elas representam 71 por cento (%) das pessoas em situação de escravidão: quase 29 milhões.

Dezasseis milhões de pessoas trabalham em condições de escravidão como domésticas, na construção civil ou na agricultura. Na indústria do sexo, são cinco milhões de vítimas pelo mundo. Outras quatro milhões de pessoas são obrigadas a trabalhar pelas próprias autoridades.

No caso das Américas, quase dois milhões de pessoas ainda seriam vítimas da escravidão moderna. São 24 milhões na Ásia e nove milhões na África.

O que também chama a atenção das autoridades é que, uma em cada quatro vítimas da escravidão, é menor de idade: perto de dez milhões de crianças. Destas, 5,7 milhões ainda são obrigadas a se casar. No que se refere ao trabalho infantil, o principal empregador é a agricultura, onde estão 70% dos menores. No sector de serviços, estão 17% das vítimas.

O epicentro do problema do trabalho infantil continua sendo a África, com 72,1 milhões de pessoas. Na Ásia, são 62 milhões, contra 10,7 milhões nas Américas.

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