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Francisco Fragoso anuncia novo livro que estuda 100 médicos e os seus contributos ao teatro

Trata-se de uma obra que tem como objectivo dar uma resposta “clara e elucidativa” às várias pessoas que lhe têm questionado sobre a relação entre medicina e teatro.

O médico e dramaturgo cabo-verdiano Francisco Fragoso, radicado em Portugal, prepara-se para lançar, ainda este ano, a sua mais nova obra literária “100 Médicos/Teatrólogos”. Este livro, de cerca de mil páginas, estuda uma centena de médicos que deram um elevado contributo ao teatro e a arte cénica. Para trás fica o lançamento em Lisboa, em Julho, de “Evocações”, que analisa o legado de António Aurélio Gonçalves, João Cleofas Martins e António Pedro da Costa.

Francisco Fragoso, que assina Kwame Kondé como pseudónimo literário/artístico, é um médico, poeta, ensaísta e encenador, natural de Santiago. Na literatura, tem mais de uma dezena de obras lançadas, e no teatro, entre outros, fundou na Praia, nos anos setenta, o grupo “Korda Kauberdi”, na Assomada criou o “Grupo Cénico Juvenal Cabral” e, em Lisboa, depois de se radicar em Portugal, fundou o grupo “Tchon Di Kauberdi”.

Homem de muitas facetas, Francisco Fragoso perspectiva para o final deste ano, o lançamento de mais uma imensa obra que deve computar cerca de mil páginas. Em “100 Médicos/Teatrólogos”, o autor estuda, “de modo avisado e assertivo”, uma centena de médicos que deram um elevado contributo ao teatro e a arte cénica, cuja relevância é “incontornável”.

Na verdade, explica Fragoso, trata-se de uma obra que tem como objectivo dar uma resposta “clara e elucidativa” às várias pessoas que lhe têm questionado sobre a relação entre medicina e teatro. “A melhor forma, que nos pareceu, foi criar e produzir uma obra convincente. Este livro, modéstia à parte, é o primeiro deste teor e envergadura, que se criou em todo o mundo. Ainda ninguém levou à cabo um tal feito literário, artístico e cultural. Eis-nos perante uma autêntica mais valia, trazida à arte cénica e ao teatro”, assegura.

Desafiado a explicar a relação que mantém entre a medicina e o teatro, Fragoso cita o médico e dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860-1904), que disse um dia: “A medicina é a minha esposa legítima, a literatura/teatro é a minha amante”. Contudo, Fragoso reconhece que raros são aqueles que não colocam ao médico/escritor/dramaturgo esta pertinente questão: “Por que será que, com tanta frequência, o médico possui uma veia literária?”.

“A resposta é óbvia. O contacto com o ser humano comporta um interesse, uma compreensão ou pelo menos um conhecimento dos seus problemas, que não basta o arsenal médico terapêutico, mas sim, necessita, outrossim, o campo branco e infinidade de folhas de papel, a caneta, o computador, ou, porque não, o cenário. Por outro lado, o teatro e medicina nutrem relações complexas, estreitas e ambíguas. O teatro serve-se da medicina e, reciprocamente, a medicina utiliza o teatro”, explica este veterano do mundo da medicina e das artes.

 Teatro

Em termos de projectos no mundo da arte cénica, Francisco Fragoso e o seu grupo “Tchon Di Kauberdi” têm estado a actuar em várias salas de espectáculos de Lisboa, encenando peças como: Vai-te treinando desde já; Montagem Músico-Poética (Homenagem à Amílcar Cabral); Montagem-Músico-Poética (Homenagem à Orlando Pantera); KAZAMENTO; Quiçá o Divórcio; Os Malefícios do Tabaco; Na Hora da Queda da Máscara, entre outros.

Entretanto, o “Grupo Cénico Francisco FRAGOSO”, estreou-se no dia 30 Junho do ano passado, na sala da Biblioteca do Palácio da Independência (Lisboa), com a peça “Teatro”, da autoria de António Pedro da Costa.

“Neste momento, estamos a pôr em prática as nossas ideias e conhecimentos, de modo regular, sobretudo com a abertura das novas instalações da UCCLA, cuja organização é francamente interessante, e por isso mesmo, dá prazer trabalhar neste espaço e ambiente. Há condições excelentes para criar e produzir eventos, de muita qualidade, designadamente espectáculos cénicos e teatrais, recitais de poesia, palestras, tertúlias”, admite o nosso entrevistado.

Francisco Fragoso vê com agrado um eventual regresso à Cabo Verde que, no seu entender, seria uma excelente oportunidade para levar à cabo, no seu país, o que, nestes anos todos em Lisboa, tem vindo a materializar “com relevante eficácia artística e cultural”.

“De facto, poderíamos, independentemente de realizar eventos cénicos de nível, proferir palestras e porque não lançamentos das nossas últimas obras e dar a conhecer esta obra em preparação: ‘100 Médicos/Teatrólogos’”, conclui.

AN

 

 

 

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