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Espanha: Separatistas catalães exibem força em manifestação

O conflito entre Madrid e a região mais rica de Espanha, com 7,5 milhões de habitantes, uma língua e culturas próprias, arrasta-se há várias décadas.

O Dia da Catalunha é assinalado, nesta segunda-feira, 11, com uma grande manifestação em Barcelona (Espanha), onde os movimentos separatistas pretendem mostrar a força popular que têm a três semanas da realização do referendo de independência.

Largas centenas de milhares de catalães irão apoiar a separação desta região de Espanha e a formação de um estado independente e soberano, dando o seu apoio à tentativa em curso de marcação de um referendo independentista vinculativo.

A “Diada” – como é conhecido o dia que assinala a conquista de Barcelona pelo Rei de Espanha, Filipe V, em 1714 depois de um cerco de 14 meses -, é utilizada, anualmente, para defender a causa da independência com imagens que passam em todas as televisões do mundo de uma manifestação ordeira e de grandes dimensões.

Este ano tem como palavra de ordem “A Diada do Sim”, uma alusão explícita ao sentido de voto a 1 de Outubro, que já foi criticada por vários partidos que consideram ilegal a consulta popular.

Fonte dos movimentos separatistas disse à agência Lusa que já há milhares de pessoas inscritas para participar na Diada deste ano e que já foram alugados pelo menos mil e 500 autocarros para levar manifestantes para Barcelona a partir de todo o território da Catalunha.

Os Governos de Espanha e da Catalunha têm até agora “esgrimido” argumentos jurídicos para se opor ou para apoiar as pretensões independentistas da região, mas ainda é pouco clara a forma como vai evoluir a situação a partir deste momento.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu, na quinta-feira, 7, como medida cautelar, a lei aprovada no dia anterior pelo Parlamento da Catalunha que dava cobertura legal à realização, a 1 de Outubro, do referendo independentista nesta comunidade autónoma.

O Governo da Catalunha (Generalitat) também tinha assinado, na quarta-feira, 6, o decreto que convoca para 1 de Outubro a realização do referendo, decisão que o executivo nacional de Mariano Rajoy considera inconstitucional.

Os independentistas reclamam, há muito tempo, um referendo sobre a independência da Catalunha, em moldes semelhantes aos que foram realizados em Quebec (Canadá) ou Escócia (Reino Unido).

O conflito entre Madrid e a região mais rica de Espanha, com cerca de 7,5 milhões de habitantes, uma língua e culturas próprias, arrasta-se há várias décadas.

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