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Novos membros do Conselho Consultivo do BCV adoptam interacção com a sociedade como principal missão

Os novos membros do Conselho Consultivo do Banco de Cabo Verde (BCV), empossados durante esta semana pelo ministro das Finanças, Olavo Correia, apontaram a interacção entre a sociedade e esta instituição financeira como a sua principal missão.

Leida dos Santos e Belarmino Lucas, advogados, e Jacinto Santos, empresário são os novos membros empossados na Cidade da Praia na presença do governador do BCV, João Serra, e outros convidados, juntamente como o membro do Conselho Fiscal, da mesma instituição, Olívio Ribeiro.

No final da cerimónia e em nome dos recém-empossados, Leida dos Santos sublinhou que o funcionamento do Conselho Consultivo é a prova de que existe um sistema “aberto e partilhado” com a sociedade e a economia, assim como do diálogo permanente e construtivo que se deve estabelecer entre as instituições públicas e a sociedade.

“É a visão e o sentir da sociedade cabo-verdiana que os membros ora empossados querem trazer para este conselho, permitindo a interacção entre o BCV e a sociedade, o que seguramente contribuirá para o reforço da instituição e uma maior solidez e justeza das medidas implementadas. Esta é a missão que ora assumimos e iremos honrar em prol do desenvolvimento de Cabo Verde.

Para a advogada, o sucesso da actuação do BCV dependerá de uma “constante interacção” com a sociedade e com a economia, visto que se por um lado é necessário combater o branqueamento de capitais ou a fuga ao fisco, por outro, não se pode descurar da realidade do país, ou seja, as particularidades da sociedade cabo-verdiana e as peculiaridades do seu mercado financeiro, em especial a sua dimensão.

Para Leida dos Santos, o Conselho Consultivo e o Conselho Fiscal constituem mais um passo no desenvolvimento económico do país, para o reforço da credibilidade no panorama internacional, pois acredita que um país só é credível se tiver um sistema financeiro e regulatório credível e pleno.

Ao presidir ao acto, Olavo Correia mostrou-se confiante no trabalho dos recém-empossados, sublinhando que Cabo Verde “não pode apostar na estabilidade como um fim sem si”, porque ninguém quer estabilizar os 36% da população que vive na pobreza ou os 40% que estão desempregados ou sub-empregados.

“A nossa aposta tem que ser promover, crescer e desenvolver e as instituições da república devem estar confinadas e preparadas para desempenharem esse papel, sendo que o BCV é uma instituição central no processo de promoção do desenvolvimento de Cabo Verde, não só pela credibilidade, mas sobretudo pela importância e papel que tem desempenhado na construção do futuro”, disse.

Para o governante, não é possível promover o crescimento económico sem a intermediação financeira e sem financiamento à economia, referindo que grande parte do futuro do país dependerá do que for capaz de fazer enquanto sistema, visto que o BCV sozinho não tem autoridade, mas que sem um banco central credível e qualificado, muito estará em causa.

Ao Conselho Consultivo do Banco de Cabo Verde compete pronunciar-se, não vinculativamente, sobre o relatório anual da actividade do banco antes da sua apresentação, sobre a actuação do banco decorrente das funções e sobre os assuntos que lhes forem submetidos pelo governador e pelo Conselho de Administração.

Fonte: Inforpress

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