Home » Actualidades » Moradores da Fazenda apreensivos com a grua abandonada na via pública

Moradores da Fazenda apreensivos com a grua abandonada na via pública

Os moradores e transeuntes da Avenida Che Guevara, no bairro da Fazenda, cidade da Praia, estão preocupados com a presença de uma grua inoperante e abandonada há vários meses naquela via. O equipamento foi montado para a construção de um edifício de uma congregação católica e a autarquia diz estar a trabalhar para resolver o problema.

Alertado para o perigo, este jornal esteve no local para falar com as pessoas que frequentam essa que é uma das vias mais movimentadas da cidade da Praia. Os abordados, de um modo geral, mostraram-se apreensivos com a presença da grua, ainda mais nas condições em que se encontra: enferrujada e degrada, sobre estrada e telhados de residências e espaços comerciais.

Euzenda Guimarães é, sem dúvida, quem mais se mostra incomodada com a situação. Mora paredes-meias com a obra, onde foi montado o referido equipamento, “há vários meses”.

Segundo explica, a grua foi instalada no início das obras de um edifício pertencente à Congregação da Religiosas Escravas da Santíssima Eucaristia e Da Mãe de Deus. “Ela foi utilizada no arranque da construção para poderem subir com os equipamentos. Desde então, nunca mais foi usada. Por isso, não entendo o porquê dela continuar aqui, pondo em risco a vida de quem passa ou vive perto”, diz.

 “No ano passado a grua girou e a parte onde estão as placas de cimento que a seguram foi bater num poste. Houve um curto-circuito que foi preciso vir o pessoal da Electra resolver o estrago. Uma vez senti, por volta das duas horas da madrugada, a janela da cabine do maquinista a cair. Fiquei a imaginar o que seria se fosse numa hora de ponta”, prossegue esta cidadã, preocupada com o que poderá estar para vir nesta época das chuvas.

Euzenda Guimarães vai mais longe e diz que se está perante “uma obra sem fiscalização”. É que, conforme diz, o facto de uma das placas de cimento onde a grua está assegurada se encontrar dento da estrada e o próprio equipamento estar enferrujado e a cair aos pedaços é prova da gravidade da situação. “Já vi um camião a desviar deste obstáculo. Agora fico a imaginar se num dia desses alguma outra viatura for embater naquela placa. Meu filho mora aqui do lado com os meus netos, menores de idade”, receia.

Euzenda diz que “há muito” tem reclamado da situação, sem resultado. Conta que já postou o caso no Facebook, já foi à Proteção Civil e à Câmara Municipal da Praia, onde foi informada que “não é fácil tirar a grua” do local. “Se foi montada aqui, não entendo a dificuldade em desmonta-la”, conclui.

Câmara informada do caso

Contactado, o vereador responsável pelo pelouro das Infra-estruturas e Bens Sociais da CMP, Rafael Fernandes, diz que a autarquia conhece a situação e, inclusive, “já reagiu a essa ocupação irregular do espaço público, com um processo de contra ordenação”.

O autarca prossegue afirmado que se está a aguardar pela resposta de uma empresa com capacidade para retirar, em segurança, esse tipo de equipamento da via pública, “numa operação complexa e com elevados custos, que a CMP terá de assumir”. Isto porque, revela, nem o dono da grua nem o construtor que veio posteriormente a utilizar o referido equipamento, e que construiu o prédio, querem responsabilizar-se pela retirada.

“Apresentamos os transeuntes e os moradores da zona envolvente as nossas desculpas pelo incómodo que esse problema está a causar e apelamos à compreensão, informando que medidas já foram tomadas e estão sendo tomadas para a remoção desse equipamento, numa operação difícil onde a CMP terá de assumir todos os custos, por incumprimento dos responsáveis pela sua colocação e utilização e mesmo pelo Dono da Obra” finalizou.

Tentamos ouvir os responsáveis pela obra, mas os nossos contactos se revelaram frustrados.

GSF

PartilheTweet about this on TwitterShare on FacebookShare on Google+Email this to someone

Comentário

Classificados