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Centro de Saúde ASA. Falta de médicos desespera pacientes

Uma fonte fez-nos saber que o Ministério da Saúde já tem conhecimento da situação pela qual passa o Centro de Saúde da ASA, pelo que medidas poderão ser brevemente tomadas.

 

Os utentes que procuram o Centro de Saúde de Achada de Santo António, na cidade da Praia, reclamam da falta de médicos nessa unidade. Segundo dizem, há apenas uma médica disponível que atende um número reduzido de pessoas, deixando o restante à espera da sua vez.

“Isto aqui está uma tristeza. Quem quiser ser atendido tem de vir muito cedo para tomar ‘número’, que agora estão a ser distribuídos em menor quantidade. Há apenas uma médica a fazer atendimento e ela, sozinha, não consegue atender-nos a todos. Por isso alguns têm de procurar o Banco de Urgências do Hospital Agostinho Neto (ASA). Estão a brincar com a saúde das pessoas”, diz revoltada uma paciente, sob o anonimato.

A NAÇÃO sabe que um dos médicos escalados no Centro de Saúde da Achada de Santo António (ASA) está, há cerca de três meses, de baixa médica. Desde então, o Ministério da Saúde não escalou nenhum outro para substitui-lo, o que gerou o aumento das reclamações dos utentes, que já não estavam satisfeitos com dois médicos.

Pressão no HAN

A verdade é que, com o problema de atendimento enfrentado no Centro de Saúde da ASA, muitos acabam por procurar o banco de urgência do HAN, no Platô. Facto que tem contribuído para o aumento da pressão nesse hospital, como aconteceu na passado dia 19 de Agosto em que pacientes esperaram o dia todo por uma consulta. Nesse mesmo dia, A NAÇÃO esteve no local e pôde falar com alguns utentes que se mostraram revoltados com o atendimento naquele serviço de saúde.

“Trouxe a minha mãe, que está com uma perna inchada, e estamos à espera, há várias horas, para ser atendida. Estou revoltada, porque vejo gente conhecida de funcionários do hospital a ser atendida rapidamente, enquanto nós permanecemos aqui sentadas e minha mãe está com muitas dores”, disse uma utente. Outra paciente critica ainda a forma “estúpida” como são tratados pelos funcionários. “Não há um pingo de educação, parece que nos estão a fazer favor em nos atender”, diz.

A NAÇÃO tentou falar com a direcção do centro de Saúde de ASA, mas fomos remetidos à Direcção-Geral da Saúde. Aqui foi-nos dito que deveríamos falar com o director-geral substituto, António Moreira, mas este não respondeu às nossas tentativas de contacto até à hora do fecho desta edição.

 

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