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Palestinianos querem boicote a cimeira África-Israel

A cimeira, como é sabido, faz parte da ofensiva que Israel vem efectuando em África

Um grupo de activistas palestinianos apela aos líderes africanos a boicotarem a cimeira África-Israel a ter lugar no Togo, em Outubro próximo. Alegam que Israel é um “estado de apartheid” e quer “explorar” os recursos de África.

De acordo com o site “Face 2 África”, com sede no Gana, o grupo de direitos civis Conferência Popular para Palestinos no Exterior alega que o único interesse de Israel em África é explorar os recursos do continente e continuar com o abuso de migrantes africanos naquele país do Médio Oriente.

A cimeira, como é sabido, faz parte da ofensiva que Israel vem efectuando em África. A mesma será encabeçada, por parte de Israel, pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e nela deverão participar mais de vinte chefes de estado africanos. Cabo Verde, como já é público, deverá ser um dos países presentes.

Dirigindo-se no passado fim de semana aos governos africanos, o referido grupo de activistas alega que a política de Israel contra os palestinianos viola diversos tratados da ONU e que o continente africano não deve ser indiferente a isso. Para os promotores do boicote, os países africanos, que sofreram o maior peso do colonialismo, devem ser cautelosos nas suas relações com Israel.

Vários estados africanos, incluindo Tunísia, Marrocos, Mauritânia, Argélia e África do Sul, já se comprometeram a não participar na cimeira do Togo. Outros, como Cabo Verde, entendem o contrário.

Depois de um período de costas viradas, a maioria dos governos africanos tem procurado importar as novas tecnologias de Israel em domínios como agricultura e segurança.

Em Junho, recorde-se, Netanyahu participou na 51ª Cimeira dos chefes de Estado e Governo da CEDEAO, em Monróvia, Libéria, em Junho passado. Conforme fez saber, a África, neste momento, é uma “prioridade” para o seu governo.

Os especialistas argumentam que o renovado interesse de Netanyahu por África é necessário dada a necessidade de ganhar o apoio do continente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que tem sido muito crítico com as acções de Israel contra a Palestina.

“Embora essa amizade com Israel possa trazer certos benefícios para o continente, os governos africanos devem estar atentos à agenda definitiva de Israel e garantir que ela não seja prejudicial aos seus interesses nacionais e regionais”, adverte o Face 2 Africa.

 

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