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Pracinha dos Namorados, que destino te espera?

Hoje, encontro um país mais desenvolvido, com menos pobreza, e que soube aproveitar da sua independência.

Sergio Valassi*

A minha relação com Cabo Verde é muito antiga, data de 1973, quando em Pavia (Itália) com uma delegação do PAIGC (Joseph Turpim), foi atribuído o nome de Amilcar Cabral a uma escola. Depois foi o tempo da cooperação e tive a possibilidade de trabalhar para o primeiro Plano Urbano da Cidade de Mindelo.

Hoje, encontro um país mais desenvolvido, com menos pobreza, e que soube aproveitar da sua independência.

Entretanto, de vez em quando, encontro notícias que fazem pensar que todo o esforço para um bom desenvolvimento do país está para ser esquecido. Sim, por que  o desenvolvimento é também preservar a memória histórica da Cidade, os seus recantos antigos. Falando com amigos de Mindelo, tive a informação de que a Câmara Municipal vendeu uma praça, a Praça Drª Francisca (a 1ª médica cabo-verdiana), popularmente conhecida por Pracinha  dos Namorados,  para construir um prédio. Imagine-se, vender uma praça para construir um prédio!

Uma ideia urbanística? Uma proposta que traz qual vantagem para a cidade e os seus moradores? Actos como o de vender uma praça para exploração imobiliária podem simbolizar o esmoronar de todo o trabalho feito nos últimos 43 anos para construir um futuro ao país.

Ultimamente, fala-se muito de turismo, mas destruir o património público, os lugares históricos, os recantos mais sugestivos, é, com certeza, a maneira para afastar os turistas que não precisam de deslocar-se a Cabo Verde para admirar uma qualquer porcaria que pode talvez encontrar perto da sua casa.

Para onde iremos parar? 

*Arquitecto

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