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Cabo submarino de fibra óptica Angola-Brasil pronto em 2018

O equipamento (cabos e navios) já está disponível no Japão, país fabricante e detentor da empresa que está a executar a obra.

O cabo submarino de fibra óptica, denominado “South Atlantic Cable System (SACS)”, que vai ligar Angola ao  Ceará, no Nordeste do Brasil, visando a melhoria e redução de custos no acesso aos serviços das telecomunicações, deverá entrar em funcionamento em Julho de 2018.

A concretização deste projecto de iniciativa do ministério  angolano das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, em parceria com a Angola Cables, vai ligar o continente africano à América do Sul, numa extensão de seis mil e  200 quilómetros, através do Oceano Atlântico, informa a agência Angop.

Além de unir os dois continentes, o SACS tornará, igualmente, Angola no epicentro das telecomunicações a nível do continente africano, garantindo uma rota de tráfego África/Estados Unidos de América/Europa, através do cabo de fibra óptica “West Africa Cable System” (WACS), que liga 11 países do continente africano e três da Europa, segundo o gestor do projecto SACS, Clementino Fernando.

O gestor que falava à imprensa durante o acto de lançamento oficial do SACS, que na localidade de Sangano, município de Quissama (em Luanda), referiu que este sistema terá uma latência (tempo de reacção) de cerca de 60 mil segundos, permitindo maior velocidade das comunicações.

O equipamento (cabos e navios) já está disponível no Japão, país fabricante e detentor da empresa que está a executar a obra, permitindo que, até Fevereiro de 2018, se conclua a instalação do cabo.

O SACS, constituído por 72 repetidores, prevê ter uma capacidade de 40 terabits/segundo, dez terabits/cada par de fibra e 80 gigabits, na fase inicial.

Na ocasião, o governador do Estado do Ceará (Brasil), Camilo Santana, afirmou que a instalação do primeiro cabo que vai unir África e América do Sul possibilitará ter uma conexão mais rápida, que, anteriormente, quando a ligação era feita Europa/Estados Unidos de América/ Brasil, assim como reforçar cada vez mais as relações bilaterais entre os países.

O acto de início da colocação do cabo submarino de fibra óptica na água,  foi orientado pelo ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação de Angola, José Carvalho da Rocha, e testemunhado pela ministra da Ciência e Tecnologias, Cândida Teixeira, responsáveis do governo provincial, diplomatas e técnicos do sector.

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