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Redes sociais: Bololo preparam estreia ao vivo

“E Bololo é tudo isso só que ainda mais engenhoso”, diz Alcibíades Horta.

Por esses tempos, não há usuário do Facebook, e demais redes sociais, em Cabo Verde ou na diáspora, que não tenha ouvido falar nos “Bololo”, grupo de humor, da cidade da Praia, constituído por três elementos. Criado em Novembro de 2016, quem são e o que fazem os Bololo?

Com uma extensa comunidade no Facebook, Youtube e Instagram, Bololo é, hoje, uma das principais páginas de humor ao dispor dos internautas cabo-verdianos. Os seus doze vídeos, dos quais se destaca “Boss de Coro”, estão ali para divertir quem quiser rir de certas situações da realidade cabo-verdiana e não só. Alcibíades Horta, Cleidir Ramos e Sílvio Cardoso são os rostos do projecto.

Bololo, explicam ao A NAÇÃO, deriva da palavra Boló, que em crioulo significa “passar a perna em algo ou alguém, enganar ou decepcionar uma pessoa de forma engenhosa”. “E Bololo é tudo isso só que ainda mais engenhoso”, diz Alcibíades Horta.

Conforme contam, tudo começou através de uma “carta” dirigida a Donald Trump, a 12 de Novembro do ano passado, na sequência da sua vitória nas eleições presidenciais norte-americanas, pedindo “clemência” para os emigrantes indocumentados, uma das bandeiras de campanha do presidente bilionário.

“Trump tinha ganhado contra todas as probabilidades, passamos a transcrever o mesmo: ‘Bom dia Trump, eu certo nunca disse nada de mal contra você, até acho você dreto propi. (…) Trump acho que eu tenho um pitisson dento també, pode cancelar de tudo minis, mas deixa o meu lá, que se sair vou reto trabadjar no murro de México. Ass: Badiu que ta KatiKati #BOLOLO’”.

“Depois dessa carta, lançamos, no dia seguinte, o nosso primeiro vídeo ‘Eleiçon de Merca’ e, desde então, temos estado a lançar vídeos regularmente. Do total de vídeos feitos por nós, três são trabalhos para clientes”, revela Alcibíades Horta.

“Endereçada” ao novo inquilino da Casa Branca, por via das redes sociais, a carta dos Bololo atingiu, em pouco tempo, um “estrondoso” número de visualizações que logo se traduziu em seguidores para a página que acabara de nascer.

E desde então, a comunidade cresceu e superou as expectativas dos três jovens comediantes. Paródias dos mais variados temas surgem da sua imaginação, com roteiros de “mini-filmes”, onde os internautas são espectadores assíduos. Aos três elementos do grupo, Alcibíades, Cleidir e Sílvio, juntam-se outros amigos, colaboradores eventuais, que apoiam o projecto, ajudando e actuando nas gravações.

Primórdios

Embora criado em Novembro passado, conforme o revelado ao A NAÇÃO, a origem do grupo vem de muito antes, isto é, quando o Alcibíades abordou Cleidir para a gravação de vídeos de comédia, apresentando-lhe várias ideias que tinha em mente. Cleidir, com algum conhecimentos de produção e edição de vídeos, abraçou a iniciativa.

Na altura os dois amigos tentaram contactar outros elementos para fazerem parte do projecto, mas não tiveram respostas positivas. Longe de desanimar, os dois amigos trabalharam no primeiro vídeo, que foi lançado a 13 de Novembro. “Eleiçon di Merca”, diz Alcibíades Horta, “foi tão bem recebido que, em menos de um mês, o grupo trabalhava já no seu terceiro vídeo (Corri)”, agora, com a participação do mais novo integrante, Silvio Cardoso.

Humor inteligente

“O nosso objectivo central é trazer humor inteligente aos cabo-verdianos e levar alegria a todos. Queremos implantar a nossa marca e criar um grupo coeso e que seja acalentado pelo público”, revela nosso entrevistado. “Queremos implantar a nossa marca e divulgar ao máximo o nosso trabalho. Tínhamos em mente ter pelo menos 5 mil seguidores no primeiro ano. Para o nosso espanto já contamos com 20 mil seguidores em sete meses e mais de 600 mil visualizações de vídeos”.

Questionado sobre a forma como abordam os temas, colocando o tom cómico, os nossos entrevistados revelam que “normalmente” abordam temas do quotidiano. ‘Juvita’, por exemplo, “retrata a venda de um carro velho em que o carro fica indignado com o facto de o seu dono o querer trocar por outro, depois de tudo que passaram juntos. ‘Cristiano Castanho’ é um cantor que realiza o sonho de gravar o seu CD, mas que tem a noção de que ele não é bom cantor e, no seu íntimo, não quer enganar ninguém. ‘Boss de Coro’, por sua vez, retrata as melhores abordagens de um licenciado em ‘corologia’, ou seja, conquistar, iludir… “Todos os vídeos já ultrapassaram a fasquia dos 100 mil visualizações”, diz o porta-voz do grupo.

Frutos

Sucesso que é, os Bololo começam a colher os frutos do seu trabalho. “Conseguimos uma parceria com a Zap e tivemos oportunidade de disponibilizar os nossos vídeos na Plataforma IPTV da ZAP divulgando ainda mais o nosso trabalho”, revela Alcibíades Horta.

Ademais, acrescenta, o trio tem sido abordado por empresas que pretendem divulgar as suas marcas juntamente com o trabalho dos Bololo. “Temos a opção de mostrar a marca durante um vídeo (cenário), temos a opção de facultar um espaço no final de cada vídeo para que a empresa apresente a sua marca e a mensagem desejada, e temos ainda a possibilidade de fazer vídeos sketch abordando temas e marcas”, explica Alcibíades.

Estreia no palco

Com idade compreendida entre os 30 e os 35 anos, os jovens são formados em Engenharia Informática, Gestão e Publicidade e Propaganda, preparam sua estreia no palco, embora ainda sem data precisa.

“Pretendemos continuar a implantar a nossa marca, e conseguir o maior numero de seguidores possível. Queremos levar alegria a todos os cabo-verdianos, independentemente da localização geográfica”, conclui Alcibíades Horta.

JN

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