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Maria “Tchumas” Correia: A multifacetada desportista tarrafalense

Maria Correia, ou Tchumas, como também é conhecida, é um verdadeiro fenómeno do desporto cabo-verdiano.

Desde a tenra idade, é destaque nas principais modalidade colectivas praticadas, nomeadamente, andebol, voleibol, basquetebol e futebol. Já conquistou vários títulos, tanto regionais como nacionais, dos quais os mais recentes foram em Julho.

Tchumas ou Tchumamai são as duas alcunhas pela qual responde Maria Correia, atleta de 25 anos, natural do Tarrafal de Santiago. Ao serviço do ABC da Praia, ela foi, novamente, um dos destaques do mais recente campeonato nacional de andebol, que culminou com a conquista do troféu.

Ao longo dos anos, Maria tem prestigiado o desporto nacional, com a sua presença nas modalidades de andebol, voleibol, basquetebol, futebol e futsal. Esta proeza é um tanto ou quanto rara em qualquer atleta, independentemente do género, mas ganha uma dimensão maior tratando-se de uma mulher. Ainda por cima, conciliar todas estas modalidades não se tem revelado uma tarefa fácil, segundo garante Maria, sobretudo porque o estatuto de titular é garantido em cada uma das modalidades que representa.

No futebol, por exemplo, a sua polivalência desdobra-se ainda mais, podendo actuar nas mais variadas posições, nomeadamente, meio campo, central ou avançado.

Com a camisola do ABC, em 2016, esta atleta já trazia no seu currículo conquistas como os regionais de voleibol, basquetebol e andebol, a par da prova nacional deste último. Este ano o feito não andou muito longe, pelo menos nas modalidades de voleibol e andebol, onde conquistou dois regionais e um nacional.

Por ser natural do Tarrafal, Tchumas começou a prática desportiva na equipa da sua zona, Monteria. “Quando comecei, foi com o futebol e tinha eu nove anos”, recorda. Posteriormente, seguiram-se as modalidades do andebol, voleibol e basquetebol, todas pelo Estrela de Graciosa.

“Os treinos de andebol iniciavam-se pelas cinco da manhã e depois seguiam-se os de vólei. Após esses treinos, o espaço era ocupado pela equipa de basquetebol e, enquanto os meus colegas iam tomar banho, eu ficava ali observando atentamente”.

Num dia desses, o treinador da formação de basquetebol fez-lhe um convite para completar uma das equipas desse treino e desde então nunca mais parou.

As modalidades de andebol e vólei, desde sempre, foram as que Maria mais praticou, já que na altura em que começou as outras não tinham competições regionais no Tarrafal, segundo conta.

Distinção individual

Em finais de 2016, Maria Correia foi uma das atletas distinguidas na Gala Nacional do Desporto, organizada pela Direção-Geral dos Desportos. Recebeu, nesse evento, um dos principais galardões, o de mérito desportivo. O facto da referida gala acontecer no Tarrafal apenas engrandeceu mais o gesto.

“Foi o prémio mais especial, com o qual tive uma enorme satisfação a por tudo o que conquistei a nível regional e nacional e também foi uma emoção forte pelo por ter sido em Tarrafal”.

Durante o seu discurso na gala, a tarrafalense manifestou um certo desagrado para com a DGD e lançou um apelo a instituição no sentido de reforçar a presença junto das associações e federações em todas as regiões desportivas.

Tchumas já representou diferentes camadas da selecção nacional de andebol em algumas ocasiões. Esteve perto de ir jogar em clubes fora de Cabo Verde, concretamente em Portugal. O Desportivo de Liche (Leiria) é um dos clubes que mais pretende a atleta. Este ano tentaram uma nova investida, mas esbarraram novamente contra o desejo que Maria prioriza, o de concluir os estudos em Direito. “Termino a minha licenciatura em direito este ano”, conclui.

JF

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