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Imprensa israelita diz que Cabo Verde teve de recuar no seu apoio a Israel

O Governo de Cabo Verde, que é quem, pela Constituição da República, responde pela política externa do país, continua em silêncio

Cabo Verde é esta quarta-feira manchete em vários media de Israel, que fazem eco ao desmentido do presidente Jorge Carlos Fonseca, de que a cidade da Praia não mais votará, nas Nações Unidas, contra o Estado hebreu. Segundo a imprensa israelita, este arquipélago cristão teve de recuar no seu apoio a Israel devido a “fortes pressões” dos países árabes.

Este é o mais recente desenvolvimento da controvérsia instalada a partir de dois tweets do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, nos dias 2 e 5 deste mês, segundo os quais Cabo Verde passaria a alinhar, doravante, com Israel em todas as questões na ONU.

Netanyahu, que se encontra a abraços com a justiça do seu país, por causa de um escândalo financeiro, lançou a noticia do “alinhamento” de Cabo Verde como um dos resultados da sua ofensiva em África, tendo em Junho passado participado, pela primeira vez, numa cimeira da CEDEAO, em Monróvia, Libéria. Foi aí, segundo ele, que recebeu garantias de Jorge Carlos Fonseca de que Cabo Verde passava a ser um aliado de Israel.

Contudo, ontem, em comunicado oficial, a Presidência da República de Cabo Verde contesta tal informação, posta a circular por Netanyahu desde 2 de Agosto.

Antes disso, A NAÇÃO, na sua edição imprensa de 27 de Julho, revelava em primeira mão que o embaixador cabo-verdiano na ONU, José Luís Rocha, recebera instruções da sede do seu ministério (MNE), na cidade da Praia, para não mais votar contra Israel em qualquer que fosse o assunto. Na prática, esta informação e os tweet de Netanyahu coincidiam.

O Jerusalem Post, um dos jornais que aborda a questão do alegado apoio de Cabo Verde a Israel, diz esta quarta-feira que fontes diplomáticas, em Jerusalém, disseram-lhe que o comunicado de JCF resulta da forte “pressão” exercida sobre Cabo Verde, por parte de alguns países árabes que se opõem “ardentemente” às incursões que Israel anda a fazer em África.

Estranhamente, até este momento, o Governo de Cabo Verde, que é quem, pela Constituição da República, responde pela política externa do país, continua em silêncio.

Já o secretário-geral do MpD, Miguel Monteiro, disse ontem em conferência de imprensa, na cidade da Praia, que o seu partido apoia o Governo nos seus esforços de aproximação a Israel. Isto tendo em conta os apoios que este arquipélago poderá receber desse país do Médio Oriente em domínios como a agricultura e a segurança.

Foto: DR

 

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